Passos Coelho: Para recuperar a economia não podemos aumentar os impostos

O primeiro-ministro afirmou hoje, em Alijó, que não é aumentando os impostos que se consegue recuperar a economia portuguesa e que a prioridade atual do Governo é ajudar as empresas.

«Nós não conseguimos recuperar a nossa economia para o futuro aumentando impostos. Isso tem um limite, isso pode dar-nos uma solução de curtíssimo prazo para equilibrar o défice do Orçamento, mas paga-se um preço muito elevado no médio e longo prazo mantendo essa carga fiscal muito elevada», afirmou Passos Coelho.

O primeiro-ministro defendeu ainda que uma carga fiscal muito alta é «um desincentivo para as empresas poderem investir e é um ónus muito grande que impede as famílias de poderem também aplicarem os seus rendimentos da melhor maneira, seja em poupanças que um dia se traduzem em investimento, seja em decisões de consumo e, portanto, de alargamento do nosso mercado interno, da procura interna».

Passos Coelho explicou também que, nesta altura, a prioridade do Governo são as empresas «porque sem as empresas terem a possibilidade de expandir o seu investimento, nós não conseguimos gerar emprego e riqueza, e sem isso nunca conseguiremos aliviar os impostos sobre as famílias».

À margem da cerimónia de inauguração de uma moderna adega do Douro, o primeiro-ministro recusou ainda comentar a auditoria do Tribunal de Contas (TdC) que aponta para seis mil milhões de euros não contabilizados nas Parcerias Público Privadas (PPP) de quatro hospitais.

O TdC diz que estão por contabilizar os custos para o Estado, de 20 dos trinta anos de contrato, nos hospitais de Cascais, Vila Franca, Braga e Loures.

Pedro Passos Coelho reconhece que há muitos custos herdados do passado, na saúde e nas rodovias, mas diz que não pode pronunciar-se ainda sobre este caso.

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