Paulo Portas e o "seu" CDS: "Deitou contas à vida e não fez ajustes de contas"

O antigo líder do CDS rejeitou que a votação neste congresso do CDS signifique qualquer regresso da sua parte à vida política no partido.

O antigo presidente do CDS-PP, Paulo Portas, admitiu, esta manhã, que o partido colocou-se numa situação "de alto risco" nas últimas eleições e assumiu que quis dar um sinal neste congresso, dadas as circunstâncias "absolutamente excecionais".

"O CDS, nas últimas eleições legislativas, ficou colocado numa situação de alto risco, colocando-se mesmo dúvidas, que nunca existiram ao longo de 47 anos, sobre a sua viabilidade", reconheceu Paulo Portas, em declarações aos jornalistas, à saída do Pavilhão Multiusos de Guimarães, onde decorre o congresso do partido.

"Fui presidente do CDS durante 16 anos e decidi vir aqui hoje de manhã usar o direito de voto por inerência que tenho (...). Nunca o tinha feito antes, por imparcialidade, mas achei que eram circunstâncias absolutamente excecionais", confessou.

O antigo líder centrista afirmou querer dar "um sinal de confiança e admiração" a Nuno Melo pela "coragem e determinação" que considera que este revelou ao candidatar-se à presidência do partido "em circunstâncias tão hostis e adversas". Lembrou também que Nuno Melo é "o único cargo eleito que o CDS tem".

Paulo Portas apressou-se, desde logo, a rejeitar que o gesto signifique qualquer regresso da sua parte à vida política no partido.

"É um gesto, tanto para as pessoas do CDS, como para as que não são do CDS mas acham que um partido como o CDS deve existir no nossos sistema partidário e institucional", afirmou. "Não significa qualquer regresso à política partidária, tudo na vida tem um tempo, mas tem esse poder simbólico", acrescentou.

Para o antigo presidente do partido, neste congresso, o CDS "deitou contas à vida e não fez ajustes de contas", o que considera ser "um primeiro passo bom".

Paulo Portas terminou desejando a Nuno Melo um "bom trabalho" e "eficácia nos resultados, além de "um pouco de sorte, que na política é importante", considerando que "talento ele tem". Os dois abraçaram-se, ouvindo-se uma onda de aplausos. Portas deixou depois Guimarães, para regressar a Lisboa.

*com Francisco Nascimento e Raquel de Melo

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