PCP admite "tempos difíceis", mas deixa aviso ao PS se voltar a chumbar propostas comunistas

As propostas que os comunistas vão apresentar já foram rejeitadas. Um novo chumbo do PS significa "ficar responsável pelo aumento da pobreza".

O grupo parlamentar do PCP diminuiu, uma nova legislatura começou, mas as propostas dos comunistas continuam a ser as mesmas. No encerramento das jornadas parlamentares, a líder da bancada, Paula Santos, admitiu que o país "vive tempos difíceis" com a maioria absoluta do PS, mas promete ir à luta para "melhorar as condições de vida dos portugueses".

O PCP vai propor a redução do IVA dos produtos alimentares para seis por cento, assim como a diminuição do preço dos combustíveis para a atividade agrícola. Por outro lado, os comunistas insistem no aumento do salário mínimo para 800 euros já em 2022.

No leque de propostas apresentadas no final das jornadas parlamentares, que decorreram na Península de Setúbal, consta ainda uma maior aposta nos produtos nacionais, "para reduzir a dependência externa", como é o caso dos cereais, que chegam da Ucrânia.

As propostas que os comunistas vão levar à Assembleia da República nos próximos meses já foram rejeitadas pelo Governo e pelo PS, tanto no Orçamento do Estado que levou à queda do Governo, como na discussão do documento viabilizado pela maioria absoluta. Ainda assim, Paula Santos explica a insistência.

"A realidade revela, de facto, que se essas propostas tivessem sido adotadas, hoje estaríamos numa situação bastante diferente. E bastante diferente para melhor", acrescentou.

Paula Santos afirma que "o salário e a reforma dão para cada vez menos", com o aumento dos preços, bastando ir ao supermercado todas as semanas, "em que cada vez se levam menos produtos para casa comparando com a ida anterior".

A líder parlamentar comunista admite, ainda assim, que "vivemos tempos difíceis" com a maioria absoluta, mas garante que o partido "não vai desistir e vai continuar a colocar estas soluções com uma necessidade urgente".

"Sempre estivemos disponíveis para encontrar as soluções que são necessárias. Da parte do PCP tivemos sempre presente, com as nossas propostas, para encontrar soluções", lembrou.

E, caso a maioria absoluta volte a rejeitar as propostas comunistas, Paula Santos, deixa o aviso: "O PS fica com a responsabilidade de contribuir para o agravamento das condições de vida, pelo aumento da pobreza e pelo agravamento das desigualdades".

O PCP tenta pressionar o Governo e o PS, e antevê "um aumento da contestação nas ruas", caso a maioria absoluta rejeite as propostas dos comunistas.

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