PCP avisa que lay-off não se pode prolongar "ad aeternum"

Jerónimo de Sousa saiu da reunião com o governo sem certezas sobre eventual prolongamento do lay-off simplificado, mas avisa que não poderá durar para sempre. PCP vai ter medidas contempladas no programa de estabilização. Quais? Logo se verá...

Duas horas e meia de reunião depois, o PCP sai com confiança de que algumas medidas propostas pelos comunistas vão avançar no programa de estabilização do governo. Vão ser "três ou quatro", mas o secretário-geral comunista não as adianta ainda.

"O governo teve em atenção esse conjunto de dezenas de propostas que apresentámos na Assembleia da República, podendo dizer-se que a sua justeza é tão relevante que haverá três ou quatro medidas importantes que o governo considerará", diz Jerónimo de Sousa depois da reunião com António Costa onde também marcaram presença os ministros das Finanças e da Economia. E quais são essas propostas? Jerónimo espera que elas estejam escritas para que sejam comunicadas.

Já sobre o eventual prolongamento do lay-off, o líder comunista diz que não saiu "com certezas certas" em relação a esta matéria, mas vai avisando que, apesar das preocupações com o "aparelho produtivo" e com as "centenas de milhares de empresas", "não pode ser ad aeternum que os trabalhadores, ao fim de cada mês, vejam um corte de um terço no seu salário".

Da boca do governo, a comitiva comunista não ouviu propriamente nenhuma medida que ultrapasse as linhas vermelhas definidas pelo partido ou, pelo menos, não disse, mas Jerónimo já as vai considerando insuficientes. Se tudo o que for desenhado pelo Executivo servirá para uma aprovação do futuro Orçamento suplementar, o comunista espera para ter o papel na mão com as medidas bem definidas. Algo que, de acordo com Jerónimo de Sousa, só deve acontecer no próximo mês de junho.

Sobre a Europa, Jerónimo também pede ao governo "que faça pela vida e procure também na União Europeia conseguir os instrumentos financeiros capazes de responder a estas preocupações que temos no nosso país". Neste capítulo, a posição do PCP é, de resto, bem clara: não aos empréstimos que têm como contrapartida reformas estruturais. "Deve ser uma contribuição da União Europeia a partir da realidade de cada país e das suas dificuldades", nota.

De São Bento, Jerónimo sai apenas com um desejo bem claro e que deixou bem patente antes de se despedir: "não se ande para trás".

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