PCP contra "generalização do lay-off" e "mesquinhez" da prestação social aos pais

Vasco Cardoso, da comissão política do PCP, admite apresentar iniciativas para que medida das prestações sociais a familiares seja revista com urgência.

O PCP criticou as medidas do Governo para defender os trabalhadores no combate à pandemia do novo coronavírus e admite apresentar iniciativas para reverter a não existência de prestações sociais aos pais durante as férias da Páscoa.

Vasco Cardoso, através de uma videoconferência na sede do partido, sublinhou que o mais importante era "suspender todos os despedimentos" e assegurar salários aos trabalhadores, o que na opinião dos comunistas não está a ser feito.

"As medidas não são insuficientes, são erradas e não correspondem à defesa do emprego, dos direitos dos trabalhadores, facilitam a generalização do lay-off, que como sabemos remete os salários para 2/3 do seu vencimento atual e sobrecarrega a segurança social, segundo o Governo em mais de mil milhões de euros por mês", explicou, frisando que opção do Governo "não acautela o facto de não existirem mais despedimentos e impõe redução de rendimentos que é errada".

Depois do Conselho de Ministros, Vasco Cardoso revelou ainda que o PCP discorda que as prestações sociais aos pais durante as férias da Páscoa não sejam pagas a todos os pais e admite apresentar alternativas para rever esta medida com urgência.

"Não conseguimos compreender a mesquinhez da proposta que reconhecendo o direito a não ter falta injustificada perante situação das férias da Páscoa, ao mesmo tempo não continua a assegurar o direito à retribuição assegurada durante o período letivo normal", aponta.

É preciso, na visão do PCP uma "revisão urgente" e o partido admite a possibilidade de tomar "iniciativas para que esse problema possa ser ultrapassado".

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