PCP e BE queriam ir mais longe na saúde, CDS vai esperar para ver

PCP queria que SNS pudesse assegurar maior capacidade de resposta, BE queria autonomia para contratações garantida e CDS diz que "falta concretizar".

Da esquerda, uma vontade de ir mais longe, do CDS um aviso: vai esperar para ver no que resultam os 800 milhões de euros injetados na Saúde no próximo Orçamento do Estado.

O PCP ficou agradado com o reforço financeiro anunciado esta quarta-feira pela ministra da Saúde, Marta Temido, e diz mesmo que é "boa surpresa", mas não suficiente. O partido defende que o reforço financeiro fica aquém do que é necessário para uma resposta eficaz do Serviço Nacional de Saúde e, por isso, quer que se vá mais longe.

No parlamento, a deputada Paula Santos nota ainda que é preciso esperar para ver como é que este valor vai ser colocado no Orçamento do Estado.

"O que importa de facto é ver, no Orçamento do Estado, os elementos concretos, valores relativos a essa matéria", notou a deputada. "Importa também ter presente o seguinte: aquilo que é o Orçamento de Estado, mesmo com este reforço, significa que não haverá maior capacidade do SNS para aumentar a capacidade de resposta e resolver os problemas com que está confrontado."

Pelo Bloco de Esquerda, a deputada Mariana Mortágua diz acreditar que o anúncio do Governo é um "primeiro sinal de acolhimento" das propostas bloquistas para o OE2020.

A deputada sublinha que os 800 milhões de euros são "o valor que o Bloco avançou como sendo o mínimo indispensável para combater a suborçamentação da saúde em Portugal" e que representa "quase o dobro" do valor do ano passado.

A deputada identifica como insuficiências no anúncio do Governo o investimento em equipamentos e a autonomia dos serviços de saúde para fazerem contratações, mas sublinha que o que já foi apresentado é "um passo na direção certa".

Se da esquerda chega a sensação de que poderiam ter sido dados passos mais ambiciosos, do CDS vem uma dose de ceticismo. A líder parlamentar centrista, Cecília Meireles, lembra que o Governo "fez várias promessas de aumento de funcionários e dinheiro na Saúde, disse que introduzirá algumas alterações na questão da gestão que parecem dar algum sentido e esperança, mas falta concretizar".

Cecília Meireles recordou o episódio da ala pediátrica do Hospital de São João para reforçar que o CDS "esperará para ver".

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