PCP ficou à porta da Autoeuropa a entregar panfletos e ouviu "angústias" dos trabalhadores

Os comunistas distribuíram panfletos e ouviram as reivindicações dos trabalhadores da Autoeuropa.

"Aumentar salários e pensões" e "travar o aumento dos preços" são as palavras de destaque da folha A4 que os comunistas entregam aos trabalhadores que vão chegando e saindo das instalações da Autoeuropa. Com o aumento da inflação, o PCP pede a subida "imediata" dos salários e a regulação dos preços dos bens essenciais.

O grupo parlamentar do PCP está em plenas jornadas, na Península de Setúbal, e foi até Palmela, tentar persuadir os trabalhadores da maior exportadora do mercado português. Uns funcionários aceitam os panfletos, mas outros não.

"Pensava que estavam aqui por causa dos novos horários e da desestabilização social que temos tido", atirou um dos trabalhadores que se diz "muito magoado com o PCP".

"Quando foi preciso vocês estavam aqui? Quando foi para alterar a minha vida social, não estava cá ninguém", acrescentou, explicando que deixou de ver os filhos ao fim de semana com as mudanças nos horários.

Ao lado de Duarte Alves, antigo deputado que agora assume as funções de assessor parlamentar, Lina Melo, que trabalha no refeitório da Autoeuropa, queixa-se que, hoje em dia, recebe o mesmo salário que os jovens trabalhadores.

"Eu sou preparadora de cozinha e estou a receber o mesmo que uma empregada de refeitório. Hoje em dia, categorias não existem", lamenta.

E Duarte Alves responde: "Esse é o problema da contratação coletiva não garantir aumentos salários", naquela que é uma das lutas dos comunistas junto do Governo socialista.

Em declarações aos jornalistas, depois de entregar algumas dezenas de panfletos, Paula Santos garante que o partido está atento "ao conjunto de trabalhadores que não são contratados pela Autoeuropa, mas através de serviços externos".

"Leva a que tenham menos direitos e menos condições de trabalho. Naturalmente, reflete-se no ponto de vista dos seus salários. É uma das questões que importa salientar", atirou.

Os comunistas defendem que, para combater a inflação, os salários devem subir de imediato, já que os trabalhadores "têm sentido uma diminuição do poder de compra".

A líder parlamentar do PCP alerta ainda que os funcionários da Autoeuropa "têm elevados ritmos de trabalho", o que leva "ao aumento da exploração e do ataque aos diretos", naquela que é "uma grande preocupação" do partido.

As jornadas parlamentares do PCP terminam na terça-feira, com Paula Santos a discursar na sessão de encerramento.

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