PCP "não apoia" Ucrânia nem Rússia. Jerónimo defende "solução pacífica"

O secretário-geral comunista frisou que, na guerra, são os povos que sofrem as maiores consequências.

Jerónimo de Sousa defende que é preciso acreditar nos caminhos da diplomacia, para solucionar o conflito na Ucrânia. O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP) desfilou, esta tarde, numa manifestação pela paz organizada pela CGTP.

"Se me perguntarem qual é a parte que eu apoio, eu digo que nenhuma, mas o que quero significar aqui é este desejo de que a paz no mundo prevaleça em relação à guerra", afirmou o líder comunista.

"Faremos tudo para que seja encontrada uma solução pacífica para o conflito. Que se procure o diálogo, a diplomacia: uma saída", defendeu. "A solução tem que ser a paz, uma paz que não prejudique nenhum dos povos", acrescentou.

Jerónimo de Sousa frisou que, na guerra, são os povos que sofrem as maiores consequências e insistiu na ideia de que o PCP já condenou a intervenção militar da Rússia na Ucrânia.

"Dissemos e dizemos que condenamos aquela intervenção. Está claro, dito e redito", sublinhou.

"Que não se procure encontrar um caminho de bloqueio, em que os povos acabam por sofrer mais do que qualquer outra entidade. É por isso que aqui estamos, com o povo português, a lutar pela paz", referiu.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia já matou 4.662 civis, de acordo com dados da ONU, que sublinha que os números reais poderão ser muito superiores.

O conflito levou ainda à fuga de mais de 15 milhões de pessoas das suas casas, 7,7 milhões das quais para os países vizinhos.

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