PCP quer ouvir ARS Lisboa sobre fecho rotativo de urgências de obstetrícia

Grupo parlamentar do PCP quer ouvir o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

O grupo parlamentar do PCP enviou hoje um requerimento para a audição do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) sobre o fecho rotativo das urgências de obstetrícia da capital.

Em declarações à TSF, a deputada comunista Carla Cruz defende que a falta de profissionais já não é novidade e, por isso, não se entende como é que a situação chegou a este ponto.

"Entendemos que a situação merece um esclarecimento. É de enorme gravidade para as grávidas da região de Lisboa e Vale do Tejo. As razões que foram hoje tornadas públicas, de que o encerramento se deve à falta de profissionais - nomeadamente médicos ginecologistas, obstetras e anestesistas - não sendo novas, não tendo havido medidas e existindo até em termos de Orçamento do Estado, não foram concretizadas. No OE2019 está, por proposta do PCP, a contratação de profissionais para os serviços públicos e para o Serviço Nacional de Saúde e uma proposta para que se substitua a subcontratação de empresas de trabalho temporário por contratos com os profissionais de saúde", relembra.

No documento enviado pelo partido à Comissão Parlamentar de Saúde pode ler-se que "hoje, dia 20 de junho, é noticiado que quatro maternidades de Lisboa - Alfredo da Costa, São Francisco Xavier, Santa Maria e Amadora Sintra - vão encerrar os serviços de urgência durante o período de verão. Sendo também dito que existe uma proposta da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para que funcionem de forma rotativa", afirma o PCP, fazendo referência à notícia avançada hoje pelo jornal Público.

No documento enviado à agência Lusa, o grupo parlamentar comunista salienta que a principal causa apontada para o encerramento dos serviços é a falta de médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia e anestesistas.

"As carências destes profissionais, apesar de há muito identificadas e do conhecimento do Governo, não foram debeladas pese embora a existência de instrumentos, designadamente, no Orçamento do Estado, como a contratação de profissionais ou a substituição do recurso a prestação de serviços por contratos de trabalho permanente" que permitiriam resolver o problema, sustenta o PCP.

Para o grupo parlamentar, esta proposta de fecho rotativo por parte da ARSLVT não serve as grávidas e concorre "para o enfraquecimento da resposta pública".

Nesse sentido, o PCP pede a presença do Conselho Diretivo da ARSLVT "com caráter de urgência", propondo que a audição seja agendada para a próxima reunião da Comissão Parlamentar de Saúde, na quarta-feira.

O jornal Público noticia hoje que as urgências de obstetrícia de quatro dos maiores hospitais de Lisboa vão estar fechadas durante o verão, fechando rotativamente uma de cada vez, devido à falta de especialistas.

De acordo com o Público, "a partir da última semana de julho e até ao final de setembro" as urgências de obstetrícia da Maternidade Alfredo da Costa, Hospital de Santa Maria, São Francisco de Xavier e Amadora-Sintra vão estar "fechadas num esquema de rotatividade".

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