PCP pede mais vacinas e testes para desconfinamento no verão

Jorge Pires afirmou que "ficou mais uma vez claro que uma das formas mais eficazes de combater a epidemia é realizar o mais rápido possível o processo de vacinação de todos os portugueses".

O dirigente comunista Jorge Pires defendeu hoje a vacinação anti-Covid-19 de todos os portugueses "o mais rápido possível", exigindo a diversificação da sua compra e o aumento de testagem e rastreio com vista ao desconfinamento no verão.

"Ficou mais uma vez claro que uma das formas mais eficazes de combater a epidemia é realizar o mais rápido possível o processo de vacinação de todos os portugueses, procurando garantir a imunidade de grupo até ao verão", afirmou, numa declaração escrita e em vídeo distribuída pelo PCP aos jornalistas, a comentar a reunião que junta epidemiologistas, especialistas em saúde pública e responsáveis da hierarquia do Estado e outros dirigentes políticos através do Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde).

Portugal registou uma "descida muito significativa e expressiva da incidência" de Covid-19 nos últimos 14 dias e tem já "vastas áreas do território" com menos de 240 casos por 100 mil habitantes, revelou hoje o especialista da Direção-Geral da Saúde (DGS) André Peralta Santos.

Segundo o membro da comissão política do Comité Central do PCP, o "calendário" da vacinação "não está garantido" e, por isso, insistiu "na necessidade de diversificar a aquisição de vacinas já aprovadas", de forma a que Portugal não fique dependente "dos contratos realizados pela Comissão Europeia, comprometida que está com as grandes empresas farmacêuticas que olham para a produção das vacinas como um negócio e não como um bem público".

"É fundamental propor um plano de desconfinamento que garanta o regresso gradual à atividade normal no plano económico, social, cultural e desportivo".

Os comunistas defendem: "reforçar a testagem, o rastreio e a vacinação o mais rápido possível de todos os portugueses, medidas que exigem a contratação dos profissionais necessários ao cumprimento de tais objetivos".

Portugal registou hoje 61 mortes relacionadas com a Covid-19 e 549 novos casos de infeção com o novo coronavírus, o número mais baixo desde 06 de outubro de 2020.

O atual estado de emergência devido à terceira vaga de epidemia de Covid-19 termina às 23:59 de 01 de março. A próxima renovação terá efeitos entre 02 e 16 de março.

Ao abrigo do estado de emergência, o Governo impôs um dever geral de recolhimento domiciliário e a suspensão de um conjunto de atividades, desde 15 de janeiro.

Em Portugal, já morreram mais de 15 mil doentes com Covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 797 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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