PCP acusa DGS de maior exigência em relação à Festa do Avante! Partido vai divulgar parecer

O PCP acredita que o parecer da DGS é mais exigente do que para outras iniciativas.

O Partido Comunista Português​​​​ (PCP) considera que se tem assistido a uma "ação orquestrada e articulada" contra a Festa do Avante! e revela que vai apresentar um parecer próprio, frisando que o "parecer da DGS contém, em vários domínios, graus de exigência maiores do que tem estabelecido para outras iniciativas".

Em comunicado, o partido compara a festa da Quinta da Atalaia com outros espetáculos e eventos no país, nomeadamente as feiras do livro em Lisboa e Porto, assegurando que a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirma que estão preenchidas "condições de segurança iguais ou superiores àquelas que se dispõem na frequência das praias, nos numerosos espetáculos e festivais que se realizam pelo país ou simplesmente nas idas a centros comerciais".

A organização da Festa do Avante! vai recolher as recomendações, mas refere que divulgará, ainda esta segunda-feira, o Plano de Contingência apresentado pelo PCP que, insiste, "respeita o conjunto de normas em vigor".

O partido liderado por Jerónimo de Sousa acredita que a realização da rentrée política do PCP tem sido pretexto para uma "gigantesca operação reacionária", um ataque à festa em si e ao partido.

"Esta pulsão antidemocrática mal disfarçada fica completamente à vista quando, ao mesmo tempo que tudo fazem para impedir a realização da Festa, mentem insistindo na ideia que os festivais estão proibidos e fingem não ver o que se passa, e bem, no país: dezenas de festivais e espetáculos que se estão a realizar, ao ar livre ou em espaços fechados como o Campo Pequeno; praias cheias, incluindo com turistas estrangeiros; centros comerciais a funcionar; as atividades religiosas retomadas, nomeadamente a peregrinação de agosto em Fátima com muitos milhares de participantes. Como fingem não ver o que se perspetiva em termos de desenvolvimento das diversas atividades, a começar pelo início do ano letivo de forma presencial e posteriormente com provas de automobilismo e motociclismo", refere o PCP em comunicado.

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