Pedro Nuno Santos ausente do Conselho de Ministros. Demissão? "Compete apenas e só ao primeiro-ministro"

No final do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva remeteu qualquer comentário para o primeiro-ministro e sublinhou que a solução para o novo aeroporto tem de "envolver" o PSD para ser "definitiva".

Sem comentários sobre a eventual demissão do ministro Pedro Nuno Santos, ou sobre a coordenação (ou falta dela) entre membros do Governo, nem sobre o conhecimento (ou desconhecimento) que teve sobre o despacho a propósito do novo aeroporto, a ministra da Presidência limitou-se, ao longo das várias questões que lhe foram colocadas, a sublinhar que a solução terá de ser "definitiva" e que, por isso, "desde 2015", que a posição do PS passa por procurar o maior consenso político possível, entenda-se, envolvendo o maior partido da oposição.

"O Governo mantém a sua intenção de resolver definitivamente o problema do aeroporto e essa resolução definitiva passa por um entendimento o mais alargado possível", disse a ministra.

Perante as muitas questões colocadas pelos jornalistas, Mariana Vieira da Silva adiantou apenas que Pedro Nuno Santos esteve ausente da reunião desta quinta-feira dos ministros, tendo sido "substituído ​​​​​​pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Santos Mendes". A ministra afastou, no entanto, "qualquer leitura política", considerando que estas substituições ocorrem com relativa frequência em reuniões do Conselho de Ministros.

"As substituições dos ministros em reuniões do Conselho de Ministros são muito normais e regulares. As substituições ocorrem quando existe um impedimento. Não faria qualquer leitura dessa substituição", afirmou Mariana Vieira da Silva.

Questionada sobre a eventual demissão do ministro das Infraestruturas e da Habitação, o titular da pasta da Presidência do Conselho de Ministros, remeteu para António Costa: "Compete apenas e só ao primeiro-ministro."

Ficou por saber se o Governo foi apanhado de surpresa pelo despacho de ontem do Ministério das Infraestruturas, assinado pelo secretário de Estado, que prevê um estudo sobre a construção de um novo aeroporto no Montijo até 2026 e o encerramento do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, quando essa infraestrutura estivesse concluído, em 2035. Esta manhã, o primeiro-ministro ordenou a revogação desse despacho.

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