PEV quer saber que medidas serão tomadas para repor salários em atraso na Groundforce

Partido Ecologista "Os Verdes" refere que os funcionários da Groundforce estão há vários meses a viver uma "situação inaceitável e insustentável", nomeadamente os atrasos no pagamento.

O grupo parlamentar do PEV questionou esta segunda-feira o Governo sobre que medida vai adotar para resolver os atrasos no pagamento dos salários dos trabalhadores da Groundforce e garantir a "estabilidade e viabilidade" da empresa de handling.

De acordo com uma pergunta endereçada ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação, através da Assembleia da República, o Partido Ecologista "Os Verdes" refere que os funcionários da Groundforce estão há vários meses a viver uma "situação inaceitável e insustentável", nomeadamente os atrasos no pagamento dos vencimentos, "apesar do significativo aumento da atividade registado em junho e que se prevê que continue".

Por isso, a bancada do PEV quer saber que "medidas tem o Governo tomado no sentido de procurar uma solução para os problemas descritos que afetam os trabalhadores da Groundforce, nomeadamente a garantia do pagamento dos salários dentro do prazo estipulado na lei".

O PEV também questiona que diligências foram encetadas pelo Governo, "com vista ao cumprimento de vários compromissos" por parte da empresa 'handling', nomeadamente o pagamento "da anuidade, as progressões na carreira" e os subsídios de férias.

O partido interpelou ainda o ministério tutelado por Pedro Nuno Santos sobre quais vão ser as medidas tomadas pelo executivo socialista para "garantir a estabilidade e viabilidade" da Groundforce, e se está em cima da mesa "dar início ao processo de recuperação do controlo público da empresa".

Os trabalhadores da Groundforce estiveram em greve durante o fim de semana. A paralisação cancelou centenas de voos nos aeroportos portuguesas, em particular, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

A greve vai prolongar-se ainda pelos dias 31 de julho, 01 e 02 de agosto. Além desta paralisação, desde o dia 15 de julho que os trabalhadores da Groundforce estão também a cumprir uma greve às horas extraordinárias, que se prolonga até às 24h00 do dia 31 de outubro de 2021.

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

A TAP garantiu no sábado que não tem quaisquer pagamentos em atraso à Groundforce, depois de a empresa de 'handling' ter acusado a companhia aérea de ter uma dívida de 12 milhões de euros por serviços já prestados.

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