Pires de Lima atira-se a Chicão. "Ouça o que o país diz sobre a decisão que tomou"

Antigo militante centrista pede a Francisco Rodrigues dos Santos que se "deixe de vitimizar".

António Pires de Lima, antigo presidente do Conselho Nacional do CDS sugere a Francisco Rodrigues dos Santos que ouça o que se diz no país por ter adiado o congresso eletivo para depois das legislativas. À TSF, o ex-dirigente histórico, que já entregou o cartão de militante, deixa ainda outra recomendação.

"Deixe de se vitimizar, deixe de agitar fantasmas do partido, tratar os seus adversários no partido como inimigos, como terroristas. E senão atende a pessoas que já foram ou gostam do CDS lhe recomendam, oiça aquilo que se diz no país a propósito da decisão que tomou", disse.

Sobre as recentes críticas que fez ao presidente do CDS, Pires de Lima considera que foram certeiras. "Acho que as pessoas que queiram saber o que eu pensava do CDS há 15 meses, ou o que eu que antevia aquilo que pudesse acontecer ao CDS com a liderança de Rodrigues dos Santos, seguramente se dão ao trabalho de ler esse artigo no Expresso completo onde eu basicamente pretendia denunciar a impreparação e incapacidade que a liderança do CDS estava a ter para se afirmar no país. Nos últimos 15 meses, não houve nenhum avanço nessa matéria", atira.

Numa entrevista ao programa Alta Voz, da TSF e do DN, Francisco Rodrigues dos Santos recuou até 2013, para dizer que Pires de Lima convocou um Conselho Nacional, para antecipar as eleições internas. À TSF, Pires de Lima, esclarece que hoje os tempos são diferentes.

"A única circunstância idêntica à atual que o CDS viveu, foi no final de 2001, quando Guterres se demitiu e foram convocadas eleições antecipadas. Nessa altura, perante o desafio de Manuel Monteiro ao então líder Paulo Portas, eu defendi, enquanto dirigente do partido, na comissão política, que o CDS devia antecipar o seu congresso para que Portas pudesse defrontar Manuel Monteiro, que as coisas se clarificassem em termos de liderança no partido e depois irmos a eleições com essa clarificação feita", recorda.

Já sobre um grupo de conselheiros que Francisco Rodrigues dos Santos criou, para discutir a recuperação económica e social de Portugal, Pires de Lima denuncia um embuste. "Fui anunciado como um dos quatro ou três sábios que ia coordenar esse grupo de trabalho, a par de Luís Nobre Guedes e António Lobo Xavier, e esperei junho, julho, agosto e princípio de setembro, por uma primeira reunião desse grupo. Depois do anúncio, nunca mais tive convocatória, qualquer contacto do presidente do partido e depois percebi que esse grupo era um embuste", critica.

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