PISA 2018: Marcelo satisfeito com "passos positivos" na educação

Presidente considera que, apesar da situação socioeconómica dos alunos ainda influenciar negativamente o aproveitamento escolar, há dados positivos no relatório PISA 2018 que revelam "passos positivos" a ser dados na educação em Portugal

O Presidente da República defendeu, esta manhã, que "apesar de (haver) aspetos críticos no nosso sistema de educação, há passos positivos que estão a ser dados".

Comentando os resultados do relatório PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos, relativo ao ano passado, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "há dois aspetos a notar" do documento: se, por um lado "aqueles que têm piores condições económicas e sociais também têm piores condições quer de afirmação, quer de recuperação, quer de progressão", por outro "há aspetos positivos", como o facto de os alunos portugueses serem os que revelam melhor aproveitamento ao nível dos países da OCDE.

"Em geral, há um esforço demonstrado por estes resultados no sentido de melhorar a qualidade do ensino e da educação em Portugal. É um processo lento, mas é um processo com passos positivos e isso naturalmente é uma realidade que me dá um motivo de satisfação", afirmou o presidente, à margem de mais uma edição da iniciativa Desportistas no Palácio de Belém, acrescentando que "apesar de aspetos críticos no nosso sistema de educação, há passos positivos que estão a ser dados".

Os alunos portugueses foram os únicos da OCDE a melhorar o desempenho na Leitura, Ciências e Matemática ao longo dos últimos anos. A conclusão é do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) 2018, o estudo internacional trienal que avalia a literacia dos alunos de 15 anos de idade nestes três domínios, bem como no bem-estar dos estudantes.

De acordo com os dados do PISA, apenas sete dos 79 sistemas educativos analisados tiveram melhorias significativas durante toda a sua participação no PISA (que começou em 2000) e apenas um deles é membro da OCDE: Portugal. Segundo o relatório este resultado é "dececionante", tendo em conta que o custo por aluno subiu mais de 15% nos países da OCDE, na última década.

Em 2018, a pontuação de Portugal andou perto da média da OCDE em Leitura, Matemática e Ciências. Nos domínios da Leitura e da Matemática, o desempenho médio em 2018 ficou próximo do nível observado no período de 2015. Já nas Ciências, o desempenho médio em 2018 ficou abaixo do de 2015 e voltou a níveis próximos dos observados em 2009 e 2012. No entanto, quando avaliado por um período mais longo - isto é, desde o início do estudo, que remonta a 2000 - Portugal é um dos poucos países com uma trajetória positiva de melhoria nos três domínios.

O estudo demonstra, ainda assim, que a situação socioeconómica dos estudantes foi, mais uma vez, um fator com influência no desempenho dos alunos nas áreas da Leitura, Matemática e Ciências em Portugal. O PISA é um estudo internacional trienal que avalia a literacia dos alunos de 15 anos de idade nestes três domínios.

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