PJ já conhecia suspeito de ameaçar matar o Presidente da República

Homem está acusado de "tentativa de extorsão e coação agravada sobre o mais alto magistrado da nação" e é presente a tribunal esta quarta-feira.

O diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Luís Neves, revelou esta terça-feira que o homem suspeito de ameaçar matar o Presidente da República e que foi hoje detido já era "conhecido" das autoridades, esteve detido pela prática de "crimes graves" e já foi até condenado.

Luís Neves falava em Mafra, à margem da apresentação da Operação Floresta Segura, realizada hoje na Tapada Nacional, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Na altura, o diretor da PJ referiu-se ainda à detenção do homem suspeito de ameaçar matar o chefe de Estado, para esclarecer que não foi o número de telefone e da conta bancária que conduziram àquela pessoa.

"A investigação que hoje teve uma realização operacional nada teve a ver com esses dados", afirmou Luís Neves, acrescentando que a PJ teve "que trabalhar muito, contínua e arduamente, para chegar a um resultado".

Num comunicado divulgado ao final da manhã, a PJ informou ter detido o suspeito de ameaçar matar o Presidente da República, numa carta enviada para a Casa Civil em que alegadamente era exigido o pagamento de um milhão de euros para não matar o chefe de Estado -- com indicação da conta bancária para onde deveria ser feita a transferência do dinheiro - e que incluía ainda uma bala.

O homem, acusado de "tentativa de extorsão e coação agravada sobre o mais alto magistrado da nação", deverá ser presente a tribunal na quarta-feira para aplicação de medidas de coação.

"É um suspeito já nosso conhecido, já anteriormente detido pela prática de igualmente crimes graves, já condenado", disse ainda o diretor da PJ.

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