Portugal "em contraciclo" na Europa, mas com "precaução" quanto às novas variantes

A ministra lembra que vários países europeus estão numa fase crescente da pandemia. Governo continua o desconfinamento, desde que se mantenham as regras de segurança.

A ministra da Saúde, Marta Temido, pede precaução quanto às novas variantes, numa altura em que vários países europeus apertam as medidas de contenção. Portugal mantém uma "tendência decrescente", mas não pode baixar a guarda.

Depois da reunião no Infarmed, que juntou políticos e especialistas, Marta Temido explicou que Portugal está num patamar entre os 60 e 120 casos por cem mil habitantes. "Em termos de risco de transmissão estamos no 0.89 para o território continental", afirmou.

A ministra lembrou que o Rt mais baixo se verificou em fevereiro, com 0.68: "O indicador tem vindo a aumentar", alerta.

O risco de transmissão nos restantes países é "elevado e preocupante", pelo que Portugal tem de se manter atento às novas variantes, apesar de estar "em contraciclo". "Devemos manter a precaução como abordamos os próximos dias", tendo em conta as novas variantes.

Marta Temido refere que a mobilidade está a aumentar, apelando às medidas de prevenção para acautelar a saúde pública. "O vírus continua a estar presente", disse.

A ministra garante que o Governo continua a apostar no plano de desconfinamento, desde que se mantenham as regras básicas. Marta Temido reforça a necessidade de continuar a manter o distanciamento social.

"Temos de acautelar o risco efetivo de transmissão e os níveis de incidência. Se não acontecer, corremos o risco de não andar para a frente ou andar para trás", alerta.

Confiança na AstraZeneca? "Vacinas são seguras"

Quanto ao plano de vacinação, Marta Temido recorda os atrasos na entrega de vacinas, mas garante que "os resultados estão em linha com o que ambicionávamos".

A ministra afirma que Portugal está já a avançar na vacinação dos elementos fundamentais do Estado, depois do primeiro objetivo de "salvar vidas".

Marta Temido recorda que as vacinas passaram pelo crivo da Agência Europeia do Medicamento, "que tem décadas de trabalho", pelo que os portugueses não têm nada que temer em relação à viabilidade dos fármacos.

"As vacinas são seguras. Têm, como qualquer medicamente, contraindicações", afirmou. A governante sublinha que a eficácia da vacina é superior aos riscos, mas apela a que todos estejam atentos, "como com qualquer medicamento".

A ministra garante que, nesta altura, Portugal não tem inquéritos epidemiológicos em atraso.

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