Portugal "está protegido", mas "é vítima indireta" do conflito na Ucrânia

O ministro dos Negócios Estrangeiros elogiou a resposta da União Europeia ao conflito.

Augusto Santos Silva admitiu na Assembleia da República (AR) que Portugal está "relativamente protegido" quanto aos efeitos secundários da guerra no leste da Europa, já que o país é dos que menos depende do gás russo.

"Portugal está numa posição relativamente protegida, somos dos países europeus menos vulneráveis à Rússia em matéria de abastecimento energético. Somos vítimas indireta pela pressão que o aumento dos preços da energia, juntamente com as dificuldades nas matérias primas e produtos alimentares, causa no cabaz de preços de bens básicos", disse o ministro, depois de questionado pelos deputados.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros elogiou ainda a postura da União Europeia (UE), depois de a Rússia "trazer de volta a guerra para a Europa", com sanções "firmes" e aprovadas por todos os estados-membros.

Para fazer frente à crise energética e dos combustíveis, com a escalada de preços a notar-se por toda a Europa, Santos Silva volta a defender uma resposta conjunta da UE.

"Temos o modelo da Covid-19 que é um bom modelo. É um modelo de esforço conjunto para mobilizar os recursos financeiros indispensáveis ao financiamento da Defesa e redução da nossa dependência energética face ao exterior", explicou.

Questionado sobre a aplicação das sanções aos oligarcas russos, o ministro garantiu que "são cumpridas escrupulosamente pelas autoridades portuguesas", sejam candidatos a residência ou "nacionais portugueses".

Já o conflito militar entre a Rússia e a Ucrânia, o PCP voltou a acusar a União Europeia, a NATO e até o Governo português pelo apoio com equipamento militar aos ucranianos, mas Santos Silva desvalorizou.

"Não conheço nenhuma militarização da UE. Não vejo que a UE alguma vez tenha tomado uma ação ofensiva de domínio militar seja contra quem for. Evidentemente, estamos a apoiar a Ucrânia com equipamento militar, porque quando a artilharia russa ataca deliberadamente hospitais, os que defendem têm que ter armas para se defender", respondeu.

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