"Portugal tem de sair da estagnação." Moedas pede "audácia" para um "projeto de futuro"

O autarca lembra que "sem a vontade querer construir um país e um mundo melhores, as nações estagnam".

Ao lado de António Costa, e com Luís Montenegro na primeira fila, Carlos Moedas pede aos decisores políticos "audácia" para que Portugal "almeje sair da estagnação que tanto criticamos". No discurso para celebrar o 5 de outubro, o presidente da câmara de Lisboa pede que se "defenda a liberdade e democracia" ouvindo as pessoas.

O autarca apela a que Portugal "seja o país que cuida" já que "sem audácia e energia", Carlos Moedas considera que o país "não pode almejar sair da estagnação que tanto criticamos".

Carlos Moedas começou por destacar a cidade de Lisboa como "protagonista de mais uma grande mudança na vida nacional" há 112 anos, com a implantação da república. O presidente da câmara de Lisboa destaca Portugal "que evoluiu sempre e recusou a estagnação", acrescentando que "somos um país que evoluí através do confronto".

"Do confronto das várias visões de país que as várias forças políticas, sociais e económicas sempre tiveram e têm sobre o nosso país", disse.

O autarca assume que o "confronto de ideias" é saudável, "sem presunções de ideias únicas, sem presunções de superioridade moral, o confronto que sempre recusou radicalismos, o confronto que respeita a opinião e as ideias de cada um".

Carlos Moedas lembra que, em 1910, "havia uma urgência e um desejo" de mudança, e "só assim é que os valores da República podem ser inelegíveis". Ainda assim, "nem sempre esse objetivo foi alcançado".

"A sua comemoração não pode esquecer os falhanços do regime que se seguiu e que, embora em nome da república, foi inoperante, instável e divisivo, e que por isso conduziu os portugueses a uma longa ditadura", refere.

"Só com adaptação, ultrapassando impasses e limitações é que uma nação pode ter futuro"

Falando no presente, Carlos Moedas diz que "hoje, mais do que tomar posições e alimentar narrativas que colocam portugueses contra portugueses", o autarca aconselha os portugueses a inspirarem-se "nos valores que acalentaram" os verdadeiros patriotas.

"Não queriam que Portugal se diminuísse à triste condição de um aglomerado de interesses imediatos e egoístas", acrescenta.

Carlos Moedas diz que o país se deve inspirar "na vontade de mudança" de há 112 anos, com a implantação da república, "porque toda a realidade política precisa dessa vontade de mudança".

"Só através dessa capacidade de mudar, de se adaptar, de ultrapassar impasses e limitações é que uma nação pode ter futuro", falando ainda "num drama de toda a nação".

O autarca lembra que "sem a vontade querer construir um país e um mundo melhores, as nações estagnam": "Elas caem na pequenez dos interesses imediatos".

Carlos Moedas quer assegurar "que o país tem projeto de futuro", não se perdendo "perante circunstâncias mais ou menos acidentais".

"E hoje são tantos os desafios que o futuro nos reserva", atira.

"A vontade de mudança é uma inspiração para não nos entregarmos à resignação, à inação e ao desânimo"

Carlos Moedas insiste que "hoje o mundo está em mudança incessante e imparável", como nas tecnologias, "onde a fusão do físico com o digital transforma irreversivelmente as nossas vidas", mas também "pelo combate às mudanças climáticas".

"É hoje um mundo de incerteza e instabilidade", onde os últimos 30 anos ficam marcados "por uma multipluralidade imprevisível".

O presidente da câmara de Lisboa lembra "os perigos do mundo em guerra", que leva a uma "espiral inflacionista que afeta os mais vulneráveis".

"A vontade de mudança que a nação, em momentos críticos, demonstrou no passado, é uma inspiração para não nos entregarmos à resignação, à inação e ao desânimo", acrescenta.

Os desafios futuros exigem "audácia e não estagnação", para que Portugal consiga crescer "não se resignando perante a estagnação económica". "Devemos querer mais do que apenas convergir com a Europa", atira.

Uma "ação" que deve ser feita a partir do Estado central, "ou pelos municípios", já que têm "responsabilidade mais direta perante os cidadãos".

"Esta audácia e ação promove a necessária energia criativa", incentivou.

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