Posição de Montenegro "quebra consenso para regionalização a curto prazo"

Marcelo afirma que é "muito importante" que todos os partidos tenham uma "colaboração especial" com o Presidente.

Marcelo Rebelo de Sousa garante que não vai intervir no processo de regionalização, que considera ser, sobretudo, dos partidos, mas reconhece que chamou a atenção para o facto de o processo de descentralização "estar a deslizar" e considera que a posição do novo líder do PSD, Luís Montenegro, vem quebrar o "consenso para uma regionalização a curto prazo".

"Esta posição do PSD é diferente da que tinha no ciclo de liderança anterior. São dois partidos muito importantes para a regionalização. É um dado novo que quebra um consenso para uma regionalização a curto prazo, vamos ver quais são as consequências disso. Se o processo se atrasar muito pode atrasar um processo regionalizador que implicaria ainda a parte financeira, orgânica e a definição do mapa antes de se avançar para a fase do referendo", alertou Marcelo, no CCB, em Lisboa, após um encontro com o líder do CDS, Nuno Melo.

Antes, o chefe de Estado esteve presente numa cerimónia em que condecorou a Polícia de Segurança Pública com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a mais relevante condecoração portuguesa.

Sobre a possível "colaboração especial" com Montenegro, o Presidente afirma que é "muito importante" que todos os partidos tenham essa relação com Marcelo.

"O facto de isso ter sido acentuado pode permitir o que acho que era normal com os partidos", esclareceu o Presidente da República.

Sobre o caos no aeroporto de Lisboa, o chefe de Estado considera que é reflexo daquilo que se passa um pouco por todo o mundo e que é preocupante.

"Os aeroportos ainda não conseguiram reajustar-se a esta fase pós-pandemia e a este aumento repentino de turismo, não é um caso português apenas. Foi dispensado pessoal num momento em que a pandemia fez parar a atividade e a reorganização nesse setor está a ser impactante", defendeu o chefe de Estado.

Questionado sobre se já falou com Pedro Nuno Santos, Marcelo disse esperar ter uma audiência com o primeiro-ministro.

"Veremos sobre o que falaremos nessa altura", acrescentou.

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