"Preocupante e assustador." PSD quer explicações sobre nomeação da liderança da AMA

Duarte Marques vai mais longe e diz ser "preocupante e assustador" a nomeação de uma pessoa com "falta de qualificações, de experiência, de ligação ao setor da pessoa".

O PSD quer saber o que levou o Governo a esperar quase dois anos para nomear uma presidente para o conselho consultivo da Agência da Modernização Administrativa, e ao fim desse tempo, ter nomeado uma pessoa sem concurso, e em regime de substituição. A escolhida é Fátima Madureira que, durante mais de três décadas, trabalhou na Câmara de Lisboa, onde era, recentemente, chefe de gabinete do presidente. Duarte Marques, deputado do PSD, diz que este é um truque recorrente do Governo.

"O Governo usa uma aldrabice para não recorrer a um concurso para a nomeação do Presidente de uma agência tão importante para os próximos meses em Portugal. Alega um caráter de urgência, quando, na verdade, nós sabemos que o lugar está vago desde fevereiro de 2019. É um truque habitual do Governo, fazer isto, não recorrer à CReSAP (Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública), não ter transparência nos processos. Mas, neste caso em concreto, é tão evidente a aldrabice que nós só podemos ficar indignados e questionar de imediato a ministra responsável por esta tutela, que devia dar o exemplo ao resto da Administração Pública", atira.

Duarte Marques vai mais longe e diz ser "preocupante e assustador" a nomeação de uma pessoa com "falta de qualificações, de experiência, de ligação ao setor".

"Eu chamo a atenção que o Governo destinou três mil milhões de euros da bazuca europeia para a Administração Pública e esta agência vai ter um papel fulcral na gestão desse dinheiro", sublinha.

Por isso, o PSD quer que o Governo explique "porque é que adotou este procedimento, quais são as qualificações que o Governo vê nesta pessoa para desempenhar este lugar e como é que se justifica também uma agência destas ter ficado tanto tempo sem qualquer liderança e sem qualquer presidente".

O partido quer ainda saber "qual a preponderância que vão dar à AMA na gestão dos fundos comunitários numa área nevrálgica, como dizem que é a Administração Pública".

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