"É uma ideia que vai morrer na praia." Presidente da Área Metropolitana do Porto contra cerca sanitária

Eduardo Vítor Rodrigues, autarca de Vila Nova de Gaia, pede medidas que evitem o pânico da população e ajudem a resolver o problema da propagação do novo ​​​​​​​coronavírus.

O presidente da Área Metropolitana do Porto (AMPorto) e autarca de Vila Nova de Gaia considera que a hipótese de ser montada uma cerca sanitária no concelho do Porto é uma ideia morta à nascença.

Depois de ouvir a diretora-geral da Saúde admitiu essa possibilidade, uma vez que o concelho portuense é o que tem o maior número de casos de Covid-19, Eduardo Vítor Rodrigues afirma que não foi consultado sobre esta medida, que, na opinião do autarca, não tinha nenhuma utilidade e causaria o pânico entre a população.

"Quero acreditar que isto foi uma ideia que vai morrer na praia. Para mim, é um assunto encerrado, se não for no imediato, deve ser encerrado amanhã porque não faz nenhum sentido. Do ponto de vista concelhio e metropolitano, não há nada de útil que esta medida viria trazer. Sei que estamos em fase de assumir medidas, mesmo algumas drásticas, mas que tenham efeitos. Esta medida da cerca sanitária não tem nenhum tipo de justificação", considera o presidente da AMP.

Eduardo Vítor Rodrigues garante que, até ao momento, não foi contactado pela Direção-Geral da Saúde, deixando críticas às autoridade sanitárias.

"Pior do que a medida ser errada, é ela ter sido lançada unilateralmente, por uma diretora-geral, sem o mínimo de contacto com ninguém, nem com o meu colega Rui Moreira, nem comigo, nem com nenhum dos autarcas envolvidos. Julgo que estamos numa fase em que temos todos de dar as mãos, não se justifica medidas de critavidade que acabem por criar mais pânico, do que ajudem a resolver a situação".

Logo após ter sido conhecida que a hípotese estava a ser estudada pela DGS, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, mostrou-se totalmente contra a ideia. Em comunicado, a autarquia portuense classificou a medida de inútil e extemporânea", revelando que deixava de "reconhecer autoridade" à diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

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