"Pressão das autoridades tem de aumentar um pouco. Riscos são dispensáveis"

O vice-presidente do PSD acredita que a oposição tem tido uma postura exemplar perante a situação.

David Justino acredita que é necessário aumentar a pressão sobre a população para que as medidas de confinamento sejam cumpridas. Nos Almoços Grátis, da TSF, o social-democrata sublinhou que há pessoas que não estão conscientes da importância dos atos de cada um.

"Acho que a pressão das autoridades tem de aumentar um pouco porque são riscos perfeitamente dispensáveis. Há alguns setores que ainda não perceberam a alhada onde estamos metidos", realça, deixando claro que "não é exagero voltar a falar às pessoas para que tomem as medidas" as vezes que forem necessárias.

Por outro lado, David Justino faz elogios à forma como a oposição tem agido perante a situação que Portugal vive. "Acho que oposição se tem portado muito bem, não há oposição, há espírito de cooperação", afirma, frisando a importância de "não alinhar em discursos que possam minar a confiança das pessoas".

O vice-presidente do PSD admite que é sempre possível "desejar que [o combate à pandemia] fosse melhor, mais atempado", que se tivesse "passado da fase da reação para a antecipação", mas sublinha que "o problema é saber porque é que há setores da população que não estão suficientemente motivados para o cumprimento das medidas de confinamento".

David Justino não atribui culpas ao Governo, mas sim à consciência de cada. Contudo, aponta o dedo à estratégia de comunicação, frisando que "ainda há muito ruído", que "às vezes decorre de fake news", mas também de "falta de sistematicidade e rigor por parte de quem produz informação".

A "discrepância entre a diretora-geral da Saúde, o secretário de Estado e António Costa" sobre a encomenda de testes para a Covid-19 é um dos pontos enaltecidos pelo social-democrata. Há a "necessidade de ter muito cuidado com informação" porque a "confiança" é fundamental.

Já Carlos César acredita que o problema "não é qualidade da comunicação", mas sim o "sufoco comunicativo". O presidente do PS concorda que as medidas restritivas se prolonguem e que "a capacidade de resposta não se pode esgotar no curto prazo".

O presidente do PS elogia ainda a forma como o primeiro-ministro "assumiu a liderança" neste processo de combate à pandemia pelo novo coronavírus.

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