Primeiro conselho nacional da era Montenegro reúne-se sem "tensão nos bastidores"

Conselheiros nacionais do PSD reúnem-se esta quinta-feira, em Lisboa, para discutir a atual situação política e aprovar algumas alterações a regulamentos.

No dia em que António Costa volta ao parlamento para o debate de política geral, o PSD reúne o órgão máximo entre congressos para discutir a estratégia política seguida pela liderança de Luís Montenegro. Além disso, esperam-se aprovações de algumas mudanças em regulamentos do partido.

Já longe começam a ficar os tempos em que as lutas internas no PSD marcavam horas de discussão e de fugas de informação para a imprensa, não se vislumbrando que tal volte a acontecer nos tempos mais próximos. Por agora, Luís Montenegro ainda está a cimentar-se na cadeira de presidente do partido e a dar início à estratégia de combate à maioria do Partido Socialista.

O ambiente político, com várias polémicas a afetar o governo nos últimos tempos, é propício a que não se prevejam grandes críticas ao rumo escolhido pela atual direção social-democrata. Além disso, a atual composição do Conselho Nacional, que derivou das listas votadas no último congresso, não é propriamente hostil a esta equipa dirigente.

Na última semana, houve algum desconforto de bastidores no PSD com a indicação expressa para que os deputados votassem favoravelmente o nome proposto pelo Chega para uma das vice-presidências do parlamento, que está em aberto, mas sem ninguém a dar a cara, para já, na expressão desse mesmo desconforto. Se esse tema chegará à reunião, só mais logo será possível perceber.

De resto, a ordem de trabalhos prevê a aprovação da alteração ao Regulamento de Admissão e Transferência de Militantes, bem como a aprovação da alteração ao Regulamento do Conselho Estratégico Nacional (CEN).

Em declarações à TSF, o secretário-geral Hugo Soares nota que "todas as alterações visam simplificar e fomentar a participação dos militantes na vida interna do PSD", nomeadamente com o fim da obrigatoriedade de comprovativo de morada para inscrição no partido e para reativação de militantes suspensos (com mais de dois anos de atraso no pagamento de quotas).

No caso do CEN, Hugo Soares diz que o objetivo passa por "simplificar e tornar menos pesado o seu funcionamento".

Desta reunião, deve ainda sair um mandato para que a Comissão Política Nacional possa aprovar a eventual participação em coligações eleitorais de âmbito local.

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