Todo o processo de privatização da TAP é "desnorte, desleixo e irresponsabilidade" do Governo

Luís Montenegro voltou a afirmar que o Governo em 2016, ao reverter o processo de privatização do capital, cometeu um "crime político e financeiro".

O líder do PSD, Luís Montenegro, está por Évora esta quinta-feira, mas não esquece que no Parlamento se está a discutir a intenção do Governo de privatizar a TAP e lembra que o Executivo escolheu remeter para o Estado o risco da operação da companhia aérea, envolvendo o dinheiro dos portugueses.

"Os contribuintes portugueses já puseram na TAP mais de três mil milhões de euros e não sabemos o que virá ainda a seguir. Agora anunciam a pretensão de privatizar a empresa. Isto é de um desnorte, desleixo e irresponsabilidade que não pode passar em claro. Quero que os portugueses estejam atentos às consequências das escolhas voluntárias do Partido Socialista", explicou Montenegro.

O social-democrata volta também a afirmar que o Governo, em 2016, ao reverter o processo de privatização do capital, cometeu um "crime político e financeiro" já assumido e confessado.

"Do ponto de vista financeiro foi um crime porque obrigou a um esforço de contribuição do Estado para aguentar a operação da TAP, nomeadamente com os efeitos da pandemia, muito maior daquele que era suposto", sublinhou o presidente do PSD.

Sobre o facto de o ministro da Saúde ter dito que só para o ano é que se decide o encerramento de maternidades, Montenegro disse lamentar que Pizarro, há pouco tempo no Governo, já fale de encerramentos de serviços de urgência ou especialidade no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

"Para quem andou a lançar, durante tantos anos, sobre outras governações e partidos o estigma do encerramento, é notável que o ministro da Saúde, quase como primeiro ato, venha dizer que está a pensar encerrar serviços e endossar responsabilidades para a direção executiva do SNS. Onde fica o cidadão no meio disto tudo? Onde fica a responsabilização do Partido Socialista de dizer que falhou? Quando este ministro da Saúde foi empossado, o primeiro-ministro matou à partida qualquer boa expectativa sobre estas alterações", acrescentou.

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