Um privilégio que só acontece "de 4 em 4 anos"? A gafe de António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, apelou ao voto nestas eleições presidenciais, sublinhando que "não é todos os dias que temos o privilégio de escolher o Presidente da República".

António Costa votou, esta manhã, numa assembleia de voto em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, brincou, dizendo que lhe calhou a secção de voto n.º13, "o número do azar", pelo que teve azar e ficou muito tempo à espera na fila - cerca de 30 minutos.

Cometendo uma gafe, o primeiro-ministro afirmou que só " de quatro em quatro anos" os portugueses podem escolher o Presidente (na realidade, as eleições presidenciais acontecem de cinco em cinco anos).

"Muitos lutaram para instalar a república, muitos lutaram pelo direito ao voto para escolher o Presidente da República", pelo que "é nosso dever participar" nestas eleições, defendeu António Costa.

O chefe do Governo referiu que as normas de segurança estão a ser asseguradas e que tudo foi feito para que as pessoas possam exercer o direito ao voto.

Questionado sobre a possibilidade de a abstenção ser elevada neste ato eleitoral, perante a pandemia, o primeiro-ministro defendeu que, desta vez, a abstenção não pode ser comparada à de outras eleições, visto existirem muitos portugueses em isolamento, outros com receio de se deslocarem às urnas, e devido ao recenseamento automático dos portugueses no estrangeiro.

Apesar disso, Costa acredita que a legitimidade do Presidente eleito não sairá diminuída com a abstenção, o que sai diminuída é a representação dos portugueses. "Se não escolhemos [o Presidente], depois não nos podemos queixar", declarou.

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