"Proibir os festejos?" Cabrita rejeita responsabilidades na celebração do Sporting

Ministro da Administração Interna reconheceu que os festejos "não correram bem".

O PSD, que chegou a acusar Eduardo Cabrita de incompetência durante a audição no Parlamento, esta quarta-feira, por causa dos festejos do Sporting, recordou que em maio estava em vigor o estado de calamidade e que, por isso, tanto o Governo como o ministro tinham poder para impedir ajuntamentos.

"Veio dizer que não caberia ao ministro da Administração Interna organizar festejos de clubes de futebol, mas tem as suas responsabilidades quando elementos do seu Governo e ministério foram chamados a fazer parte da organização destes festejos. É importante esclarecer que estes festejos ocorreram em maio e o Governo tinha poder para impedir ajuntamentos. Não conhecia ou não quis exercer", atirou o deputado social-democrata Duarte Marques.

Apesar de admitir que os festejos "não correram bem", o ministro da Administração Interna rejeitou responsabilidades. Segundo Cabrita, não compete à PSP definir o modelo de celebração, mas sim garantir a segurança e, no que a isso diz respeito, "fez aquilo que era adequado num quadro particularmente difícil".

"A PSP não pode dizer que o 1.º de Maio não é na Alameda, é noutro sítio qualquer, ou que o Avante! não é no Seixal, é noutra localidade qualquer. Não é competência da PSP, mas também não é do MAI", esclareceu.

Eduardo Cabrita garantiu que "foi feita uma operação de segurança que não teve os resultados dramáticos da morte que se realizou nos festejos do Atlético de Madrid, ou dos vários mortos nos festejos do campeonato de futebol, em Itália" e afastou a possibilidade de relação entre os festejos e o crescimento da pandemia em Portugal.

"Não resulta nenhuma correlação demonstrada entre este evento e aquilo que foi o crescimento a partir de junho/julho do número de novos casos relacionados com a variante Delta", acrescentou.

O ministro da Administração Interna afirmou também que a audição no Parlamento sobre os festejos do Sporting é "verdadeiramente da época passada".

"É uma audição sui generis, que prova o desespero do PSD e a ausência de justificação para esta audição verdadeiramente da época passada", disse Eduardo Cabrita na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

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