Propostas de habitação do BE? "Talvez explique porque não conseguem ganhar autarquias"

Acusado de privilegiar os mais fortes, Pedro Nuno Santos diz que o Bloco de Esquerda não percebe "que fora da casa ocupada estão centenas de pessoas à espera" de habitação.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, acusa o Bloco de Esquerda (BE) de não ter sensibilidade em matéria de habitação e reforça que o objetivo é construir 26 mil habitações até 2024. O Governo utilizará os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência para garantir "habitação condigna para todos" dentro de três anos.

Ouvido na comissão de Economia e Habitação, na Assembleia da República, esta terça-feira, Pedro Nuno Santos envolveu-se numa troca de palavras com a deputada do BE Maria Manuel Rola. O Bloco entende que o número pode não ser suficiente, mas o governante explica que é impossível fazer tudo ao mesmo tempo.

Embora concorde com a deputada quando diz que "o que não se fez no passado não justifica o que não se faz no presente", Pedro Nuno Santos explica que "é fisicamente impossível conseguir fazer milhares de casas".

"Só da responsabilidade do meu Ministério temos 600 milhões de euros de estradas para fazer nos próximos cinco anos. Temos dois mil milhões de euros de investimento público na habitação e vamos ter mais de cinco mil milhões de euros em infraestruturas ferroviárias, até 2030. Há uma limitação, em qualquer sociedade, sejamos liberais ou socialistas, tem que ver com os recursos humanos", atira.

O BE acusa o Governo de proteger os mais fortes em matéria de habitação, lembrando os carenciados que ainda não têm casa. Pedro Nuno Santos respondeu: diz que o partido não é responsável, e explica o porquê de o Bloco não conseguir garantir câmaras nas eleições autárquicas.

"Não há sensibilidade para perceber que, fora da casa ocupada, estão centenas de pessoas à espera de uma casa", atira. E acrescenta: "Quem está a ser desrespeitado não é o Governo, nem a câmara municipal, são as pessoas que precisam da casa".

Pedro Nuno Santos diz ainda que o "BE recusa-se a perceber, e comete um erro grave em não distinguir as situações". "Talvez isso explique porque é que não conseguem ganhar uma autarquia em lado nenhum", conclui.

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