Proteger "trabalhadores e o futuro do território". A lição exemplar que Costa quer dar à Galp

Depois do encerramento da refinaria em Matosinhos, o primeiro-ministro reafirma que quem perde o posto de trabalho deve ter a oportunidade para continuar a viver de maneira digna. Para Costa, os terrenos da refinaria encerrada não podem ser encerrados como "der na real gana" à Galp.

Depois de ter sido atacado da esquerda à direita na sequência das declarações sobre a Galp, António Costa assina, esta quarta-feira, como primeiro-ministro, um texto no jornal Público onde esclarece as suas palavras enquanto secretário-geral do Partido Socialista, quando se referiu à necessidade de dar à Galp uma lição exemplar pelas asneiras e falta de sensibilidade no encerramento da refinaria em Matosinhos.

António Costa escreve que é preciso garantir que quem perde o posto de trabalho tem a oportunidade para continuar a viver de maneira digna, ou seja, fazer formação, criar ou conseguir um novo emprego. O primeiro-ministro reafirma que faltou à Galp sensibilidade social, tal como disse, numa ação de campanha em Matosinhos, no domingo: "Revelou total irresponsabilidade social. Não preparou minimamente a requalificação e as novas oportunidades de trabalho e de prosseguir a vida ativa para os trabalhadores que iriam perder os seus postos de trabalho."

Costa quer ativar o fundo de transição justa para que essa defesa dos trabalhadores possa, de facto, avançar. Trata-se de um mecanismo europeu para atenuar os custos da mudança para a neutralidade climática. O objetivo, afirma o primeiro-ministro, é também garantir que os terrenos da refinaria agora encerrada não sejam utilizados como, escreve Costa, "der na real gana" à Galp.

Para isso, deixa um desafio à presidente da câmara de Matosinhos: que utilize todos os mecanismos legais para assegurar que, naquele local, só se fará o que o município autorizar. Assim, o chefe do Governo quer atenuar os erros deste processo.

"Era difícil imaginar tanto disparate, tanta asneira, tanta insensibilidade, tanta irresponsabilidade, tanta falta de solidariedade como aquela que a Galp deu provas na refinaria de Matosinhos." Palavras com três dias, mas que Costa vem esta quarta-feira reafirmar.

No jornal Público, o primeiro-ministro volta a dizer que a Galp precisa de uma lição: aplicar a lei para proteger os trabalhadores e o futuro do território. "A pretendida "lição" não é mais do que a utilização do Fundo de Transição Justa e a aplicação da legislação para proteção dos trabalhadores e do futuro do território", finaliza.

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