PS chumba propostas de PCP, BE, PAN e Chega para combater problemas com professores

Propostas incluíam medidas de combate à falta de professores e educadores, a compensação para docentes deslocados da residência e um programa de atração e fixação de docentes na escola pública.

A falta de professores e as dificuldades dos docentes que ficam colocados longe de casa estiveram em debate, esta sexta-feira, na Assembleia da República, mas as quatro propostas apresentadas por PCP, PAN, Bloco de Esquerda e Chega acabaram todas rejeitadas pela maioria socialista.

O PCP pediu medidas para combater a falta de docentes, com o deputado Alfredo Maia a traçar um retrato do que se passa nas escolas: "Em quase 74% dos agrupamentos, faltam educadores, professores do 1.º ciclo e docentes de Português, Matemática, Inglês, Francês, Filosofia, Educação Musical e Informática, entre outras disciplinas". Uma situação que, consideram os comunistas, está "a hipotecar o futuro da escola pública" e dos jovens.

O Chega, representado por Gabriel Mithá Ribeiro, fala num êxodo para o setor privado."Por semana, cerca de mil professores pedem para ser substituídos. A fuga de alunos e professores do ensino público não tem paralelo", atirou.

Em relação ao problema da deslocação de professores, Inês Sousa Real, do PAN, defendeu um mecanismo para compensar os docentes colocados a mais de 60 quilómetros de casa.

"Os professores ficam a 250, 300 ou até 650 quilómetros de casa. Isto significa que, para irem diariamente a casa, teriam de pagar cerca de 400 euros por mês ou então, em alternativa, suportar duas habitações", alertou. "Muitos dos professores têm ainda de se separar dos seus filhos para que possam prosseguir a nobre missão de instruir os filhos dos outros", lembrou.

Uma ideia partilhada pelo Bloco de Esquerda, com a deputada Joana Mortágua a notar a discriminação de que os professores são alvo.

"Isso não é reconhecido a qualquer trabalhador, seja da função pública ou do privado? Os professores são a única classe profissional que é obrigada a deslocar-se para a outra ponta do país sem receber mais um tostão. Estamos à espera que paguem para trabalhar?", questionou a deputada bloquista, acusando o Governo de leviandade e irresponsabilidade.

Já o PSD e a Iniciativa Liberal, sem propostas a votação, defenderam que a solução deve passar por uma maior autonomia das escolas.

O PS, pela sua vez, prometeu respostas para o próximo ano letivo. "O Governo do Partido Socialista está já a envolver-se no vetor do plano de ataque ao problema identificado, para que possa ser enfrentado com condições de tendencial pleno êxito já no ano de 2023/2024, que marque e assegure a estabilidade das escolas e a estabilidade dos docentes, para que deixem de andar de casa às costas", declarou o deputado socialista Agostinho Santa.

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