PS e Governo em diálogo com BE, PCP, PAN e PEV para compromisso orçamental

Presidente do PS defende a necessidade de "dar sinais aos portugueses" e garantir a estabilidade política.

Os socialistas e o Governo estão a dialogar no quadro parlamentar com os seus "parceiros mais privilegiados" BE, PCP, PAN e PEV para obter um compromisso orçamental de médio prazo, revelou hoje o presidente do PS.

Carlos César, que falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, saudou, como presidente do PS, "a iniciativa também do senhor ministro das Finanças [João Leão] de dialogar com muita intensidade com esses partidos, de forma a que se obtenha esse compromisso de médio prazo".

"Nós temos uma referenciação do ponto de vista daqueles que são os nossos parceiros mais privilegiados no diálogo político, e é isso que estamos a fazer neste Orçamento Suplementar, designadamente com o PCP, com o PEV, com o PAN, com o Bloco de Esquerda (BE). É isso que continuaremos a fazer também, já numa perspetiva de médio prazo", afirmou.

Carlos César defendeu que "é muito importante dar sinais aos portugueses, e trabalhar efetivamente para isso, no sentido de garantir a estabilidade política, de garantir não só esta aprovação do Orçamento Suplementar", que no seu entender "parece razoavelmente garantida", mas uma "política orçamental para a legislatura".

"E é nesse empenhamento que nós estamos todos apostados", acrescentou.

O presidente do PS tinha sido questionado sobre o veto presidencial ao diploma aprovado pela oposição no parlamento, contra a vontade do partido, para alargar o apoio social extraordinário aos gerentes de micro e pequenas empresas e empresários em nome individual, que levou entretanto vários partidos a anunciar propostas para incluir esta matéria no Orçamento Suplementar, que está a ser debatido em sede de especialidade.

"Como sabem, o PS não dispõe de maioria na Assembleia da República, e aquilo que procuramos num contexto desses - como devíamos procurar mesmo que tivéssemos maioria absoluta - é o maior consenso possível, sobre essa como sobre qualquer outra matéria", começou por responder Carlos César.

O ex-líder parlamentar do PS adiantou que "essa matéria poderá ser ou objeto de aprovação ao nível do Conselho de Ministros ou presente nas negociações e no diálogo que se deve desenvolver no quadro parlamentar", referindo que "o Governo tem vindo a trabalhar nestas últimas semanas, na decorrência do que está consignado no Programa de Estabilização Económica e Social, medidas específicas para os trabalhadores independentes, para os trabalhadores informais, intermitentes, incluindo também a temática dos sócios-gerentes".

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