PS e o apelo ao voto no Chega: democracia "perdeu PSD" que "não tem linhas vermelhas"

Eurico Brilhante Dias defendeu que os sociais-democráticos desrespeitaram os próprios valores.

"Um dia triste para a democracia." Palavras de Eurico Brilhante Dias, depois da bancada do PSD apelar aos deputados para que votassem favoravelmente no candidato do Chega para vice-presidente da Assembleia da República (AR).

Já depois do anúncio dos resultados - o chumbo de Rui Paulo Sousa, com apenas 64 votos -, o líder parlamentar do PS não poupou nas palavras (e nas críticas) ao PSD.

"Nós perdemos, neste combate contra a extrema-direita antidemocrática e populista, um partido fundador da democracia portuguesa", assumiu.

Eurico Brilhantes Dias diz que o PSD desrespeita os próprios valores, que "são democráticos" desde a fundação, acusando a atual direção de desrespeitar os valores da social-democracia.

"Pela primeira vez, um partido fundador da democracia, que tem como fundadores democratas ainda antes do 25 de abril, esse partido deu aos seus deputados, uma orientação de voto positivo na extrema-direita antidemocrática", acrescenta.

O responsável é Luís Montenegro, acrescenta Eurico Brilhante Dias, com críticas ao presidente social-democrata, que faz do PSD "um partido sem linhas vermelhas".

"Não nos surpreende, mas esta decisão de hoje diz bem ao que vem a direita em Portugal: não há linhas vermelhas com a extrema-direita", diz.

E, na luta pela democracia, "restam agora menos deputados", apenas com "o PS e a esquerda parlamentar". Ainda assim, Eurico Brilhante Dias deixa uma palavra de apreço aos deputados do PSD "que não seguiram as orientações da direção".

De facto, os números mostram que cerca de metade dos deputados do PSD não seguiram o apelo da direção para que votassem em Rui Paulo Sousa. A TSF sabe que o apelo por escrito, que chegou via email, criou mal-estar em vários deputados do partido: falam em "disparate" e "desconsideração" pela liberdade de voto.

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