PS elogia "boa cooperação institucional" com Marcelo Rebelo de Sousa

Entrevistado pelo podcast do PS, José Luís Carneiro defende que o perfil do candidato a apoiar pelo partido deve ser o "exercício da função presidencial enquanto fator de equilíbrio e de moderação".

O secretário-geral adjunto do Partido Socialista elogia "a boa cooperação institucional que houve com o Presidente da República, tanto no plano interno como externo" considerando que "permitiu virar a página da austeridade e garantir a estabilidade".

José Luís Carneiro confirma que a posição a assumir pelo PS nas eleições presidenciais vai sair da reunião de outubro da Comissão Nacional e justifica que, para o PS, a prioridade tem sido "fazer face a uma das maiores crises sociais e económicas por que o mundo passou."

No podcast do PS Política com Palavra, o dirigente socialista defende que "o exercício da função presidencial enquanto fator de equilíbrio e de moderação é bastante exigente e é em função desse exercício que devemos também perspetivar o modo como o PS se deve posicionar em relação a esta eleição".

Questionado sobre se esse perfil é mais importante do que a eventualidade do apoio a um "candidato visto como de direita", José Luís Carneiro responde que "essas terminologias [esquerda/direita] parecem-me bastante simplistas e estão, por vezes, bastante distantes da realidade das opções quotidianas."

A "deriva à direita do PSD"

O PS insiste que "é muito relevante" incluir o PSD no apoio ao plano de recuperação para a próxima década, mas José Luís Carneiro volta a criticar como "muito crítica e muito grave" aquilo que diz ser a "deriva à direita do PSD"

"O PSD tem tido altos e baixos. Esse momento em que admitiu o diálogo com o Chega foi um desses baixos, que julgo não venha a corresponder a uma fuga do PSD ao centro, à moderação e ao equilíbrio que é essencial para a salvaguarda das liberdades e direitos fundamentais", afirma José Luís Carneiro.

Fica o recado do secretário geral adjunto: "Os partidos do socialismo democrático, da social-democracia, os partidos trabalhistas e os próprios democratas-cristãos têm uma exigência acrescida de não cederem."

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