PS garante que não haverá delação premiada em Portugal como existe no Brasil

O presidente do PS, Carlos César, defende que a delação premiada "não descobre a verdade; compra a verdade" e que esse mecanismo não existirá em Portugal da mesma forma que existe, por exemplo, no Brasil.

O Partido Socialista garante que o Governo não pretende instituir a delação premiada em Portugal, nos mesmos moldes em que esta figura existe no Brasil. O esclarecimento é feito por Carlos César na TSF, durante o programa de debate político semanal "Almoços Grátis".

O presidente do PS defende que a delação premiada "não descobre a verdade; compra a verdade". Por isso, considera-a "uma figura muito perigosa e originadora de injustiças". Carlos César adianta, portanto, que o que está previsto é que haja um alargamento das ferramentas do direito premial que já existem aos casos de corrupção.

Por outro lado, David Justino acusa o Governo de apresentar a possibilidade deste alargamento dos instrumentos do direito premial para "ver o que dá" e "para agitar" a opinião pública. O social-democrata acrescenta que, ao anunciar que vai criar mais um grupo de trabalho para combater a corrupção, o Governo está a "lançar um conjunto de pregos para a estrada" que se materializa "numa feira de contributos" pouco concretos para tratar um problema que, na sua visão, deve ser combatido com "mais meios humanos e técnicos".

O vice-presidente do PSD assinala ser contra a delação premiada por motivos políticos e ideológicos - "por uma questão básica de salvaguarda de direitos" - e por motivos pessoais, uma vez que viu o pai ser preso pela PIDE, depois de ser denunciado por um colega.

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