PS não está "de forma alguma" preocupado com eleição de Rio. Partido "é o grande garante de estabilidade"

José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto do PS, garante, em entrevista com Fernando Alves, na Manhã TSF, que a vitória de Rui Rio nas diretas do PSD não inquietou os socialistas. A partir desta segunda-feira, o PS vai começar a ouvir a sociedade civil, de forma a recolher contributos e formas de corrigir os erros detetados pelos portugueses nos seis anos de governação.

"De forma alguma." É assim que José Luís Carneiro, secretário-geral adjunto do PS, responde à pergunta do jornalista Fernando Alves, sobre se os socialistas ficaram inquietos com a recondução de Rui Rio nas diretas do principal partido da oposição.

Na Manhã TSF, o representante dos socialistas argumentou que "é preciso agora conhecer aquilo que o PSD pensou para o país, porque, durante seis anos, não foi capaz de apresentar uma alternativa que se pudesse vislumbrar como uma alternativa credível".

"Vamos aguardar... Sabemos, para já, que o PSD está dividido, literalmente dividido ao meio. Vamos ver se é cultura de inclusão ou se é cultura de conflito e de explosão que tem tomado conta do Partido Social-Democrata."

José Luís Carneiro garante tratar-se apenas de um processo democrático interno, que o PS respeita, mas não avança com qualquer leitura de maiores receios. "Já mostrámos que somos capazes de governar o país em momentos muito críticos, como aconteceu e tem vindo a acontecer no decurso desta pandemia. E, ao contrário de outros, nós fizemos uma gestão desta pandemia com solidariedade, com proteção do emprego, com proteção de rendimentos, com proteção das empresas, em detrimento de opções que foram opções de outros partidos no passado."

O secretário-geral adjunto do PS aponta o dedo à resposta de austeridade, corte de rendimentos, de encerramento de serviços públicos, de saúde, de tribunais, de finanças, adotada pela coligação Portugal à Frente, em oposição ao "caminho de esperança e de desenvolvimento", que foi aposta do Partido Socialista, diz.

"O Partido Socialista vai trabalhar para ganhar as eleições." E vai fazê-lo, aclara José Luís Carneiro, "com atitude de grande humildade", com disposição para corrigir o que tiver de ser corrigido, envolvendo os cidadãos, e esperando que a força da experiência do primeiro-ministro ajudará a que os portugueses apostem em reforçar a confiança num Executivo socialista. Para José Luís Carneiro, "o PS é o grande garante de estabilidade".

O secretário-geral adjunto do PS deixa um apelo: para que os portugueses procurem, junto das estruturas socialistas e autarcas eleitos, respostas sobre onde decorrerão as iniciativas de Norte a Sul do país, que envolverão a sociedade civil no debate sobre o programa socialista.

Vai ser uma longa semana de encontros na pré-campanha cor-de-rosa: o Partido Socialista organiza, a partir desta segunda-feira, de Norte a Sul, 60 fóruns locais. O PS apresenta esta iniciativa como uma ação de recolha de contributos da sociedade civil para o compromisso eleitoral. O secretário-geral adjunto dos socialistas, José Luís Carneiro, salienta, em entrevista na Manhã TSF, conduzida por Fernando Alves, que relançar o diálogo com a sociedade civil é o grande objetivo.

"Trata-se de retomar aquilo que para nós foi sempre essencial: o diálogo com a sociedade civil. Já tínhamos, ontem à noite, mais de cem fóruns estabelecidos, o que nos permitirá chegar a cerca de duas mil, três mil pessoas que connosco querem dialogar para reforçar e para atualizar o programa eleitoral e o compromisso eleitoral para o futuro do país."

Entre esta segunda-feira e domingo, será desenvolvida, por isso, "uma abordagem que tem vários níveis", com pessoas representantes da sociedade civil, da economia à cultura, à sociedade e às instituições". O movimento deverá reunir entre dez e 20 pessoas por cada território local de todo o país.

José Luís Carneiro espera que o cuidado de ouvir e integrar os portugueses no processo de planear o programa eleitoral ajude a alicerçar "uma maioria reforçada e duradoura que dê estabilidade e previsibilidade" à vida do país, e sustenta que a iniciativa acontecerá tendo em atenção duas dimensões fundamentais: a "avaliação dos resultados destes seis anos de exercício de funções governativas", e, simultaneamente, os "contributos", a um nível distrital - trabalhados e incorporados nos planos dos candidatos por distrito - e também nacional, que sobem ao gabinete de estudos nacional, para efeito de compromisso político nacional.

"O Partido Socialista é um grande partido que fala para toda a sociedade portuguesa. Sempre foi um partido plural, diverso, que recolhe contributos de toda a sociedade portuguesa."

Os socialistas esperam que, no fim deste exercício, tenham envolvido mais de três mil pessoas, independentemente da ideologia ou do quadrante político em que julgam inserir-se, como explica José Luís Carneiro. "Quando nós falamos de problemas concretos que dizem respeito aos transportes, à mobilidade, que dizem respeito ao acesso aos cuidados primários de saúde, aos cuidados hospitalares, ou quando falamos da importância do investimento para criar emprego e para fixarmos os jovens mais qualificados no país, as pessoas não perguntam se são propostas de esquerda ou de direita."

Sobre futuros entendimentos nestas eleições antecipadas de 30 de janeiro, o secretário-geral adjunto do PS sublinha: "A nossa grande coligação é com os portugueses."

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