PS não se compromete com regresso dos debates quinzenais

José Luís Carneiro defendeu ser preciso deixar que a Assembleia da República assuma funções e assinalou uma "vontade inequívoca" de dialogar por parte do partido.

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, assinalou esta quarta-feira que é preciso deixar que a Nova Assembleia da República se instale antes de tomar decisões como o regresso dos debates quinzenais.

"Vamos aguardar pela sua instalação, a AR e os diferentes líderes parlamentares decidirão sobre o modo de funcionamento do Parlamento", assinalou à saída da reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a última das que promoveu com os partidos que elegeram deputados no último domingo.

O dirigente assinalou também que o PS tem uma "vontade inequívoca de contribuir para uma cultura de diálogo político no quadro parlamentar, sabendo ouvir e sabendo escutar todos os partidos e todas as expressões parlamentares, para conseguir construir com a sociedade portuguesa, no quadro da República e das suas instituições, com as regiões autónomas, autarquias locais e instituições que exprimem a vontade da sociedade civil um consenso que seja indutor de mudança e de futuro".

O partido quer também contribuir, assinalou, para um clima de "solidariedade institucional" e de "valorização da Concertação Social".

Sobre a constituição do novo Governo, Carneiro assinalou que esse tema não fez parte da conversa com Marcelo Rebelo de Sousa e que é da competência única do primeiro-ministro: "Competir-lhe-á a escolha da equipa que quererá ter consigo para servir o país."

José Luís Carneiro não quis também pronunciar-se sobre a polémica em torno do lugar do Chega na vice-presidência da Assembleia da República.

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