PS pede audição da administração de António Ramalho, Banco de Portugal e Fundo de Resolução

"A administração do Novo Banco tem de continuar a prestar mais informação e a prestar contas às entidades que a fiscalizam, nomeadamente ao parlamento português", defendem os socialistas.

O PS vai requerer audições no parlamento da administração do Novo Banco, do Banco de Portugal e do Conselho Diretivo do Fundo de Resolução, disse esta segunda-feira o deputado socialista João Paulo Correia.

Os socialistas vão solicitar também audições com a tutelas do Ministério das Finanças e do Tribunal de Contas, num pedido que surge depois de ter sido conhecida a auditoria da entidade presidida por José Tavares ao Novo Banco.

"O Grupo Parlamentar do PS anuncia que vai requerer a chamada ao parlamento da administração do Novo banco, do Conselho Diretivo do Fundo de Resolução, do Conselho de Administração do Banco de Portugal, do Ministério das Finanças e também convidar a equipa do Tribunal de Contas que elaborou esta auditoria", afirmou João Paulo Correia.

O parlamentar socialista falava hoje em conferência de imprensa realizada em Ponta Delgada, nos Açores.

João Paulo Correia realçou que a auditoria "feita em tempo recorde" pelo Tribunal de Contas demonstra que o "interesse público ficou defendido" com a venda do Novo Banco.

Questionado pela Lusa se a administração do Novo Banco fica fragilizada com as conclusões da auditoria, o socialista disse ser necessário prestarem-se mais informações à Assembleia da República.

"A administração do Novo Banco tem de continuar a prestar mais informação e a prestar contas às entidades que a fiscalizam, nomeadamente ao parlamento português", defendeu.

O Tribunal de Contas considera que "não foi apresentada a demonstração do cálculo do défice de capital" do Novo Banco, que "o Fundo de Resolução tem o dever de exigir", segundo a auditoria ao banco hoje divulgada.

Noutra das conclusões, o relatório dá conta de que "não tem sido devidamente cumprida a obrigação do Novo Banco reportar a informação sobre a execução do Acordo de Capitalização Contingente, por falta de formalização do acordo sobre a forma e substância do suporte dessa informação e pelo atraso de preparação desse suporte pelo Novo Banco (face ao prazo contratual de trinta dias), alegando depender de contas auditadas

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de