PSD acusa Costa de utilizar bazuca para campanha. PS rejeita críticas "infundadas"

José Luís Carneiro, do PS, afirma na TSF que as críticas a António Costa sobre utilizar a "bazuca" para fazer campanha são "totalmente infundadas e injustas". Já José Silvano, do PSD, lamenta que o PS tenha entrado nestas eleições autárquicas como Governo e não como partido.

Na véspera do arranque da campanha para as eleições, o coordenador autárquico do Partido Socialista (PS) sublinha que o objetivo claro do PS é vencer. Esta manhã, no Fórum TSF, José Luís Carneiro afirmou que o partido tem como ambição conquistar mais autarquias.

"O nosso objetivo estratégico é conseguirmos continuar a ter a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses e também a presidência da Associação Nacional de Freguesias, que significa ter maior número de câmaras municipais e maior número de freguesias", disse.

José Luís Carneiro considerou que o PSD não valoriza como deve ser o papel destas eleições e deixa um apelo ao líder do partido.

"É um apelo que mostra, do meu ponto de vista, um desprestígio para aquilo que é a função própria das autarquias e aquilo que significa as próprias eleições democráticas locais", referiu, acrescentando que "querer efetivamente fazer uma leitura das eleições locais para tirar elações nacionais não parece, de facto, corresponder ao dever de respeito que temos de ter para com as autárquicas e os autarcas".

António Costa tem sido acusado de utilizar a bazuca para fazer campanha. José Luís Carneiro não concorda, sublinhando que são críticas "infundadas e totalmente injustas".

Também no Fórum TSF, José Silvano, coordenador autárquico do PSD disse que, tal como o PS, o objetivo dos social-democratas é "ter mais presidentes de câmara, mais eleitos e mais votos do que em 2017".

"Acho que é um objetivo digno e perfeitamente difícil, porque estas autárquicas decorrem num período anormal. Durante ano e meio não houve possibilidades da oposição fazer o seu caminho em termos de oposição pública devido à pandemia. Os candidatos da oposição não tiveram oportunidade de se mostrar e os candidatos do poder têm muito mais possibilidades de estarem no terreno", considerou.

José Silvano lamentou que o PS tenha entrado nesta campanha não como partido, mas sim como Governo, dizendo que "são justas as críticas que o PSD tem feito".

"O PS entrou nesta campanha eleitoral autárquica não como partido, mas como Governo. Toda a campanha do PS para estas autárquicas é nos comícios com os presidentes e candidatos do Partido Socialista onde só têm uma ideia: o Plano de Recuperação e Resiliência, os milhões que vêm da "bazuca", dizer que são os autarcas socialistas os melhores colocados para gastar esse dinheiro. Isto é confundir o Estado", admitiu.

Jorge Cordeiro, do PCP, também ouvido no Fórum TSF, está confiante quanto ao resultado destas eleições. "Estamos em condições de confirmar e manter as posições que temos a maioria e estamos naturalmente para disputar o conjunto daqueles municípios" onde o partido já tinha posições maioritárias.

Jorge Cordeiro garantiu que estas eleições não vão condicionar a relação do PCP com o Governo, sublinhando que não há "perspetiva de um resultado negativo nestas eleições".

"Independentemente disso nós não determinamos a nossa relação com a política nacional e com os governos, seja o governo do PS, seja outro governo, em função de resultados eleitorais. Aquilo que determina a nossa avaliação sobre política nacional e a ação dos governos é o conteúdo concreto da ação desses mesmos governos", afirmou.

Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos quer mais cidadania nas eleições autárquicas

Em declarações ao Fórum TSF, Aurélio Ferreira, presidente da Associação Nacional dos Movimentos Autárquicos, disse esperar mais cidadania nestas eleições.

"A expectativa dos grupos de cidadãos é a continuidade do que vêm fazendo há muitos anos, que é um crescimento claro da vontade de participar", considerou, chamando à atenção para as condições "muito especiais" que os partidos criaram a estes grupos "em termos da dificuldade que levantaram da nova lei".

Uma lei que nem sempre é clara. Aurélio Ferreira explicou que "a burocracia que se criou, as dificuldades, as ambiguidades que existem ainda na lei, que cria decisões numa autarquia ou num concelho e, depois, noutro concelho a mesma lei tem outras decisões, não devia acontecer".

"Isto não é cidadania, não é esse o espírito com que, em 1997, se alterou a Constituição para permitir que os grupos de cidadãos se candidatem às câmaras. Aquilo que peço é que clarifiquemos a lei e que não haja dúvidas para facilitar a vontade do cidadão", rematou.

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