PS rejeita referendo à eutanásia e acusa PSD de "seguidismo" ao Chega

Eurico Brilhante Dias lembra que uma proposta de referendo já foi chumbada pelos deputados na atual legislatura.

Na opinião de Eurico Brilhante Dias, a proposta do PSD "é uma pirueta política que dá continuidade à agenda da extrema-direita". O PS fecha a porta a um referendo à eutanásia, como propõem os social-democratas, numa altura em que o Parlamento já discute um texto "robusto e maduro".

Os socialistas acusam o PSD de andar a reboque do Chega e de André Ventura, depois de Luís Montenegro anunciar uma proposta de referendo à eutanásia, dias antes da votação final da despenalização da morte medicamente assistida, marcada para o final da semana.

A discussão já dura "há três legislaturas", num processo que tem "mais de sete anos", pelo que o PS aconselha Luís Montenegro a "credibilizar o partido que lidera", sem "políticas de bota abaixo".

"Vamos levar a votos um documento de consenso entre todos os proponentes. É completamente a despropósito, apenas um fogacho político, na senda do seguidismo da agenda da extrema-direita", critica Eurico Brilhante Dias.

O socialista destaca o trabalho parlamentar dos vários partidos, para chegarem a um consenso quanto ao texto final da eutanásia, que deverá ser votado no final da semana. Luís Montenegro não é deputado, pelo que Brilhante Dias nota uma desautorização do grupo parlamentar à própria direção social-democrata.

"Esta intervenção do presidente do PPD/PSD é uma autêntica desautorização do seu Grupo Parlamentar. O Grupo Parlamentar do PSD tem sido colaborante, atuante, trabalhando em comissão e no grupo de trabalho de forma muito positiva. Este assunto já foi adiado por três vezes e em nenhuma dessas vezes o Grupo Parlamentar do PSD suscitou sequer a questão do referendo", acrescenta.

O referendo à eutanásia está fora de questão, mas se o PSD quer levar os portugueses às urnas, Eurico Brilhante Dias lembra que há um acordo, "do tempo de Rui Rio", para um referendo à regionalização.

"Luís Montenegro sabe que, se quiser um referendo, é possível fazê-lo em 2024. Esse é o referendo da regionalização, aquele em que o PS e o PSD tinham um acordo estabelecido ainda na liderança de Rui Rio. Os portugueses esperam que o PPD/PSD não tenha uma opinião à segunda, quarta e sexta-feira e outra à terça, quinta e sábado", esclarece.

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