"PS tem obrigação de viabilizar Governo do PSD" e Chega "é irreconciliável"

Cristóvão Norte, que não está na lista de candidatos às legislativas, pede que "o PSD esteja pronto para o país".

Cristóvão Norte, deputado do PSD, que foi afastado das listas do partido às legislativas de 2022 por ter apoiado Paulo Rangel, assume que o PS tem de viabilizar um Governo minoritário do PSD, caso seja essa a opção dos portugueses. O deputado de Faro garante que não "exige que o PSD vença as eleições", e assume que o Chega é "irreconciliável" com o partido.

Depois de subir ao palco do congresso, em Santa Maria da Feira, Cristóvão Norte começou por fazer uma pergunta aos militantes. "A questão que se coloca é que o PSD quer fazer pelo país. Resignamo-nos com um Governo que nivela por baixo na saúde?, questionou.

O ainda deputado sustentou depois que "mesmo em pandemia, o Governo nivela por baixo". "É este o Portugal que queremos?", atirou.

Cristóvão Norte acrescenta que não é essa a linha do atual Governo, pelo que é "fundamental mudar o país". "Não é o Portugal que eu quero para a minha filha. Quero um Portugal que ganhe a batalhe, que cada jovem possa cá ficar e possa subir na vida com o seu talento e empenho".

"É esse o papel do PSD: não ter medo de fazer escolhas. Temos de dizer não, para depois dizer sim. Não basta ganhar os votos dos portugueses, é preciso ganhar o seu coração", defende.

Cristóvão Norte diz que está pronto para "esse combate", e não apenas para a vitória do PSD. "Acredito que o PSD pode fazer diferente", acrescentou, muito aplaudido pelos congressistas.

O deputado assume que "não lhe interessa se o partido é de centro ou direita", mas sim "se está pronto para o país". "É por isso que estou na política", atirou.

Cristóvão Norte lembrou que o PS nunca viabilizou um Governo de direita, "e teve várias oportunidades", acrescentando que "é obrigação do PS" viabilizar um Executivo do PSD se o partido vencer as eleições sem maioria absoluta.

E sobre o Chega, reconheceu que o partido de André Ventura é "irreconciliável" com o PSD.

Para terminar, o deputado reafirmou que a responsabilidade do PSD é "fazer a mudança com um bom Governo".

"Vamos mostrar o nosso caráter transformador, para que este país respeite méritos", pediu.

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