PSD defende conselho da Coesão Territorial na Constituição. PS critica

Berta Nunes, do PS, garante que a proposta lançada por Montenegro durante o fim de semana não vai resolver os problemas. "Não aquece nem arrefece."

O presidente do PSD lançou o desafio ao PS durante o fim de semana. Luís Montenegro defende que deve constar na Constituição a criação de um Conselho da Coesão Territorial. Mas a ideia não agrada aos socialistas.

Em declarações no Fórum TSF, a deputada do PS, Berta Nunes, insistiu na defesa da regionalização e garante que não há vantagens na proposta social-democrata. "Esta proposta do PSD não é mais do que uma tentativa de Luís Montenegro dizer que está preocupado com a coesão territorial. Na verdade, a principal medida é que a regionalização parece ter aqui não um aliado, mas alguém que a quer hostilizar. Por isso, esta medida não vai resolver os problemas, não aquece nem arrefece", considera Berta Nunes, que assegura que o referendo se mantém em cima da mesa.

Por outro lado, também no Fórum TSF, o secretário-geral do PSD, Hugo Soares, insistiu nas vantagens do conselho de coesão territorial. "O conselho de coesão territorial intergeracional que o PSD quer prever na Constituição é o estabelecimento de um princípio constitucional que obriga a que as políticas públicas tenham em conta aquilo que é o despovoamento do Interior numa lógica de promoção da coesão territorial."

Já o PCP critica tanto PS como PSD. Os comunistas, pela voz do deputado João Dias, criticam o que consideram ser um "adiamento" permanente do referendo, que agora está pensado para 2024.

"Há aqui uma estratégia sempre de adiamento do processo de regionalização. Quando ouvimos falar o PS de que terá o referendo lá para 2024, mais uma vez estamos perante uma estratégia de adiamento da regionalização quando na atual Constituição implica que haja esse referendo", lamenta o deputado comunista. João Dias alerta que o processo deve ser feito sem que se perca mais tempo "para permitir que o instrumento fundamental possa ser concretizado".

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