PSD "disponível para se sentar à mesa" e "ajudar Governo" na reforma da saúde

Ricardo Baptista Leite reconhece que há "problemas estruturais" e defende uma "reforma profunda" na Saúde.

O PSD abre a porta a entendimento com o Governo para uma "reforma profunda" na área da Saúde, caso o Executivo manifeste essa vontade. A posição foi transmitida pelo deputado Ricardo Baptista Leite, esta quinta-feira, no Fórum TSF.

Assim, se o Governo quiser sentar-se à mesa com os social-democratas para encontrar soluções para resolver "os problemas estruturais", o PSD não faltará à chamada. "O PSD está disponível para ajudar o Governo, se o Governo nos quiser sentar à mesa", assegurou Ricardo Baptista Leite, frisando que até hoje tal não aconteceu.

Ainda à TSF, o parlamentar, que é médico, lamentou que, ao longo dos últimos anos, o Governo não tenha reunido com os sindicatos, tendo sido preciso a crise da obstetrícia para que tal acontecesse.

"Finalmente, sete anos depois", atirou, acrescentando que Portugal é "o único país do mundo onde a ministra da Saúde, durante dois anos, se recusou a sentar com os sindicatos e com as ordens profissionais".

A ministra da Saúde tem estado debaixo de fogo devido aos encerramentos pontuais de urgências de obstetrícia em todo o país, que colocaram os problemas e as fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na ordem do dia.

Para responder à crise das urgências, Governo e sindicatos sentaram-se à mesa, tendo a reunião desta quarta-feira terminado sem acordo, com os representantes dos médicos a criticar a proposta do Executivo sobre o pagamento de 50 euros por cada hora extraordinária de urgência acima do limite das 150 trabalhadas por ano. À saída do encontro, a ministra da Saúde explicou que "não foi entendimento das estruturas sindicais que esta proposta fosse uma solução suficiente".

As negociações entre as partes serão retomadas a 13 de julho.

Confrontado no Parlamento com as críticas a Marta Temido, e respondendo aos pedidos de demissão da governante, o primeiro-ministro reiterou a confiança na responsável e assumiu "todas as responsabilidades políticas" por tudo o que acontece no Governo, afirmando que é o próprio quem escolhe os ministros.

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