PSD do Algarve acusa Governo de adotar critérios que empolam número de casos na região

Deputado Cristóvão Norte diz que é necessário evitar uma distorção na taxa de incidência na região por 100 mil habitantes.

O PSD do Algarve acusa o Governo de adotar critérios que estão a empolar o número de casos de Covid-19 na região. Em causa está a decisão do Executivo de considerar como residentes os turistas estrangeiros no Algarve que testem positivo.

O deputado Cristóvão Norte afirma que se o Governo entende que os turistas estrangeiros, quando infetados, devem ser contabilizados como população residente, então também devem contar os turistas que não tenham o vírus. Só assim, segundo o deputado, se evita uma distorção na taxa de incidência na região por 100 mil habitantes.

"Compreendemos que pode ser necessário, para traduzir a verdadeira situação da região, fazer representar esses dados a nível regional, ou seja, admitimos que tenham de ser averbados a nível regional. Mas, para que tal tenha lugar sem motivar distorções que podem representar prejuízos para a região, empolando artificialmente os dados, todos os cidadãos turistas estrangeiros que estejam no Algarve têm de ser contabilizados no número de residentes. De outra forma, tendo um empolamento de casos por 100 mil habitantes, podemos registar um recuo nas medidas de desconfinamento, além dessa penosa perceção nacional e internacional que é indesejável para uma região que precisa de retomar, rápido e em força, economicamente, sob pena de registar um dominó de falências e de desemprego, como se tem vindo a verificar ao longo do último ano", explicou à TSF Cristóvão Norte.

Ainda esta sexta-feira, o PSD vai entregar na Assembleia da República um requerimento a pedir a alteração dos critérios. Cristóvão Norte sublinha que o Algarve precisa de ter um verão economicamente robusto para recuperar da pandemia e, se o desconfinamento for travado, as consequências podem ser muito graves.

"O requerimento será entregue hoje mesmo e esperamos, sobretudo pelo alerta público, que o Governo corrija o erro porque, manifestamente, a solução adotada é injusta, perversa, empola os números do Algarve e pode ser atentatória dos mais básicos interesses da região", acrescentou o deputado.

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