"PSD atravessa um momento problemático. Tinha de dar o corpo ao manifesto"

António Capucho regressa como candidato do PSD, nas próximas autárquicas, depois de ter sido expulso do partido em 2014. O social-democrata garante que já fez as pazes com o PSD e que quer ajudar o partido, que se encontra numa "posição difícil".

António Capucho considera que o Partido Social Democrata (PSD) atravessa um momento em que precisa de todos os militantes. Este é um dos motivos que o levam a aceitar o convite para ser candidato à Assembleia Municipal de Sintra nas próximas autárquicas, através do movimento "Vamos Curar Sintra", liderada por Ricardo Baptista Leite, que junta PSD, CDS, PPM, MPT, Aliança, PDR e RIR.

A candidatura marca o regresso de António Capucho à vida ativa dentro do PSD. Em 2013, tinha sido candidato à Assembleia Municipal sintrense, na lista do independente Marco Almeida, o que lhe valeu a saída do partido. Foi alvo de um processo de expulsão, em 2014, durante o mandato de Passos Coelho, por ter apoiado uma lista contrária à do PSD.

Agora de volta, em declarações à TSF, António Capucho garante já ter feito as pazes com o partido.

"Fiz as pazes há muito tempo, desde que Rui Rio foi eleito recebi um tratamento completamente diferenciado e pude regressar calmamente. Houve deliberações no sentido do meu regresso e na retoma da minha antiguidade, sem a qual eu não regressaria", confessa o social-democrata.

António Capucho considera que, estando o partido a "atravessar um momento problemático", precisa "de todos os militantes", motivo pelo qual decidiu avançar com esta candidatura em Sintra.

"Achei que era minha obrigação não voltar as costas ao partido quando está numa posição difícil", admite. "Depois de me terem readmitido (...), tinha a obrigação de dar o corpo ao manifesto."

António Capucho diz não poder ignorar que, neste momento, o PSD tem "um problema". "Tem à sua direita partidos novos que tiveram resultados muito significativos nas presidenciais [Iniciativa Liberal e Chega] (...), que tiram eleitorado ao centro e ao centro-direita", nota.

O social-democrata, que afasta, desde logo, coligações com o Chega - "com aquelas características, não há conversa possível", assegura - alerta os eleitores de que "não vale muito a pena desperdiçar votos em pequenos partidos à direita do PSD", porque esses votos "só vão favorecer" os candidatos socialistas.

Além do momento complicado do PSD, a decisão de António Capucho de avançar com uma candidatura nestas autárquicas, segundo o próprio, deveu-se também o facto de conhecer bem Sintra - lembra que não só tem "ligações familiares" à cidade como já exerceu funções como deputado municipal durante quatro anos - e ao facto de a coligação liderada pelo PSD no município ser encabeçada por Ricardo Baptista Leite.

"[Ricardo Baptista Leite] é alguém que estimo muito", confessa. "Julgo ter uma grande capacidade de resposta para os problemas de Sintra, graças à experiência que tem, seja nas autarquias, seja no Parlamento", concluiu.

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