"PSD no campeonato dos pequenitos." Pinto Luz não se resigna e quer outro rumo

Miguel Pinto Luz é um dos candidatos à liderança do PSD, defrontará Rui Rio e Luís Montenegro e pretende mudar o rumo do partido.

Unir todos é o mote da candidura de Pinto Luz ao PSD. O vice-presidente da Câmara de Cascais acredita que "o partido não pode ser feito sempre pelos mesmos rostos" e que está na altura de mudar, de unir o partido e de dar um voto de confiança aos portugueses. Miguel Pinto Luz admite que quer "ganhar à primeira volta" e promete ser uma oposição forte que levará o PSD a vencer as eleições Autárquicas e a regressar ao Governo.

Começou com o hino mais conhecido do PSD, mas acabou com o 'Somos um Rio', a música que regressou aos palcos do partido pelas mãos do atual líder, Rui Rio. Na primeira fila, nomes como Mira Amaral, José Eduardo Martins, Carlos Carreiras e José Raul dos Santos e Alexandre Patrício Gouveia juntaram-se aos cerca de 400 presentes para mostrar o apoio ao social-democrata que vai defrontar Rui Rio e Luís Montenegro na corrida à liderança do partido laranja.

Sem gravata, Miguel Pinto Luz apresentou a candidatura ao PSD no Pátio da Galé e revelou ter uma "preocupação em relação ao estado atual do partido". Desta forma, e por estar "entre os que não se resignam" e não gostam de ver o partido no "campeonato dos pequenitos", "destituído de ambição" e a disputar os "lugares intermédios da primeira liga da política", decidiu ir em frente pelo partido e pelo país.

O vice-presidente da Câmara de Cascais admite que os resultados das últimas eleições aumentaram a preocupação, mas atribuiu ao facto de nos últimos anos "o partido ter deixado de ser sinónimo de inovação" a atual situação do PSD. Assim, dirigiu-se aos portugueses que deixaram de acreditar nos sociais-democratas, nomeadamente os jovens, e pediu um voto de confiança.

O candidato a sucessor de Rui Rio lembrou os ideais de base do PSD e durante o discurso falou de Sá Carneiro, Cavaco Silva e até de Passos Coelho para recordar que não é tempo de silenciar as vozes diferentes dentro do partido.

"Há quem olhe para o PSD e goste só de uma parte", atira Pinto Luz, frisando que "quando se gosta não se tenta diminuir o partido para ter o partido à sua imagem e semelhança".

O social-democrata acredita que será possível "voltar a ganhar o país" quando os "rostos mais inovadores da sociedade voltarem a confiar no PSD". Para tal, Pinto Luz esclarece que nada se consegue a pensar no resultado eleitoral e que o "interesse nacional" tem de estar acima de tudo.

A 'Geringonça' e as críticas ao PS surgiram depois, com a acusação de que "a fatura da governação socialista é muito pesada" e de Pinto Luz quer "liderar uma oposição de confiança" para que "o PSD volte ao Governo de Portugal".

O social-democrata aponta o dedo ao PS, considerando que "apenas se quer perpetuar no poder". "O PS é mau gestor, mas, pior, é um péssimo decisor", realça, frisando que os socialistas apenas perguntam "a quem podem tirar mais", enquanto o PSD, diz, pergunta "como vamos criar riqueza para a distribuir de uma forma mais justa".

Pinto Luz promete um "projeto de mudança na sociedade portuguesa", mas enaltece a ideia de uma "mudança tranquila", em que pretende contar com "todos", inclusive com os adversários, para construir as vitórias de que o PSD precisa.

Pinto Luz disse ainda aos jornalistas, já à saída do Pátio da Galé, que espera que possa haver debates entre os candidatos à liderança do PSD.

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