PSD pede esclarecimentos de Costa "o mais rápido possível" e acusa Chega de "lançar lama" no caso Banif

Depois das respostas de António Costa, o PSD vai discutir se deve avançar para uma comissão de inquérito.

O PSD "não coloca de parte" avançar para uma comissão de inquérito ao caso Banif, mas primeiro quer conhecer as explicações por escrito de António Costa, "o mais rápido possível". Os social-democratas enviaram 12 perguntas para São Bento, durante a manhã desta terça-feira, e exigem um "esclarecimento cabal".

Entre as 12 questões, o maior partido da oposição pede esclarecimentos, depois da publicação do livro "O Governador", de Carlos Costa, quer sobre a resolução do Banif, quer sobre o afastamento de Isabel dos Santos do Banco BIC.

O líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, recusa impor limites temporais, apesar do pedido para que António Costa seja célere e até hesita na resposta.

"Nós esperamos que seja o mais rápido possível. Dentro de duas... Enfim, algum tempo, mas o mais rápido possível. O esclarecimento impõe-se rapidamente", sublinha.

Depois das respostas de António Costa, o PSD vai discutir se deve avançar para uma comissão de inquérito, "tudo a seu tempo", apesar da pressão do terceiro maior partido, o Chega, para que os social-democratas se juntassem ao pedido "urgente".

André Ventura acusa mesmo o PSD de "manobras dilatórias" para impedir a investigação, "atrasando e dificultando" o apuramento dos factos. Ora, Joaquim Miranda Sarmento responde ao líder do Chega na mesma moeda.

"O Chega tem essa prática de lançar lama sobre a discussão. Nós não vamos atrás de polémicas, vamos atrás dos factos e do que importa para os portugueses", esclareceu, rejeitando que o PSD ceda a pressões de André Ventura.

Uma possível comissão de inquérito ao caso Banif é um novo capítulo do livro de Carlos Costa que continua a fazer correr muita tinta na política portuguesa. O antigo governador do Banco de Portugal acusa António Costa de o pressionar para que Isabel dos Santos não fosse afastada do Banco BIC e revela que o Governo "agiu nas costas" do regulador no caso Banif.

O antigo governador acusa ainda a Câmara Municipal de Lisboa de permitir uma manifestação de lesados do BES junto à sua casa. Na opinião de Carlos Costa, foi uma das formas para o PS pressionar o Banco de Portugal, mas Fernando Medina já rejeitou qualquer implicação no caso.

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