PSD propõe que Estado pague as dívidas aos fornecedores

Partido vê como positivas medidas aprovadas pelo Governo e irá "contribuir" com propostas.

O PSD propõe que o Estado pague a dívida aos fornecedores. Joaquim Sarmento, porta-voz do partido, considera que esta medida seria de grande ajuda para fazer face à falta de liquidez do momento, que é o principal problema que as empresas atravessam nesta primeira fase.

"Neste momento, o principal problema das empresas é um problema de liquidez. Esse é um problema que as empresas já estão a enfrentar e que vai agravar entre abril, maio e, eventualmente, junho. Nesse sentido são necessárias medidas para que as empresas continuem a ter liquidez e, com isso, mantenham a sua capacidade produtiva e nível de emprego", explicou à TSF Joaquim Sarmento.

No entanto, o presidente do Conselho Estratégico Nacional do PSD considerou "globalmente positivas" as medidas aprovadas esta quinta-feira pelo Governo em Conselho de Ministros para diminuir o impacto na economia da Covid-19 e reiterou que os sociais-democratas irão "contribuir" com propostas.

O dirigente social-democrata reiterou que, na próxima semana, "em função da evolução nacional e do contexto europeu", o partido irá apresentar outras medidas que considera serem "um complemento a muitas que o Governo já apresentou" para que as empresas mantenham a capacidade produtiva e o nível de emprego.

"Nenhuma medida é panaceia de tudo, as medidas complementam-se e procuram mitigar estes dois problemas, todas são positivas", referiu.

Questionado se vê lacunas no pacote de medidas aprovado pelo Governo esta quinta-feira, Joaquim Miranda Sarmento preferiu apontar uma ideia lançada pelo PSD e que passaria por o Estado liquidar, nas próximas duas semanas, todas as suas dívidas aos fornecedores, que estimou totalizarem entre os quatro e os cinco mil milhões de euros.

"Não se trata aqui de apontar falhas ou faltas, mas de todos contribuirmos com propostas e medidas para melhorar a situação atual", afirmou.

Sobre a aprovação em Conselho de Ministros da suspensão até setembro do pagamento de créditos à habitação e de créditos de empresas com quebra de rendimentos pela crise provocada pelo surto de Covid-19, o porta-voz do PSD apontou que será preciso avaliar se "bastará uma moratória" ou será necessário "avançar para um programa que transforme as prestações dos próximos meses numa dívida de médio prazo".

Já as alterações introduzidas pelo Governo na versão de lay-off criada para as empresas neste período de pandemia, o porta-voz do PSD para as Finanças Públicas saudou que o processo tenha sido "alargado e simplificado", salientando que tal tinha sido reivindicado por alguns empresários.

"Globalmente, parece-nos positivo, em função da evolução da situação é necessário ir respondendo e ir ajustando as medidas", acrescentou.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira uma nova versão simplificada do lay-off, que permite o acesso a este apoio por parte de empresas que antecipem quebras na faturação.

De forma a abranger o leque de empresas que podem aceder ao lay-off, seja através da suspensão dos contratos de trabalho, seja através da redução do horário de trabalho, o Governo decidiu alargar o conjunto de situações e regras que permitem a uma empresa beneficiar deste apoio, revogando a portaria que tinha sido aprovada há cerca de duas semanas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou perto de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 20 mil morreram.

Portugal regista 60 mortes associadas à Covid-19 e 3.544 casos de infeção confirmados, segundo o boletim divulgado esta quinta-feira pela Direção-Geral da Saúde.

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