PSD quer apoios a famílias numerosas em que um dos pais esteja em teletrabalho

Clara Marques Mendes defende que deve haver "um apoio maior", no sentido de possibilitar "um dos progenitores", no caso de famílias numerosas, "ficar em teletrabalho e o outro em apoio à família".

O PSD quer aumentar os apoios às famílias em teletrabalho. O quadro atual não permite o acesso às ajudas no caso em que um dos pais está em situação de teletrabalho. Ouvida esta manhã no Fórum TSF, Clara Marques Mendes explica que quer reverter esta situação, sobretudo no casos das famílias numerosas e monoparentais.

A deputada do PSD explica que deve haver "um apoio maior porque esta matéria carece de uma maior preocupação. E será no sentido de permitir aos pais, em caso de famílias com três ou mais filhos, que possa um progenitor estar em teletrabalho e o outro em apoio a família, que é este apoio de receber dois terços do rendimento".

Sobre as famílias monoparentais, Clara Marques Mendes quer que seja possível "a este progenitor fazer a sua opção, ou fica em regime de teletrabalho ou pode pedir o apoio a família".

A deputada social-democrata sublinha que não há dinheiro para tudo, por isso apenas algumas famílias podem beneficiar desta proposta: "Gostaríamos de chegar a mais famílias, mas esta é uma decisão que também cabe ao Governo e essa é uma matéria que irá ser apresentada na próxima semana."

Clara Marques Mendes acrescenta que "deve haver uma discriminação positiva de determinadas famílias sob pena de nós querermos dar tudo e não termos condições para o fazer".

Já o deputado do PS João Paulo Correia, também ouvido no Fórum TSF, adianta que ainda não há certezas sobre quando irá terminar o ensino à distância, sendo "prematuro" uma posição do partido sobre o assunto.

Contudo, sublinha que "é importante que as medidas que estão em curso sejam redimensionadas quer do ponto de vista orçamental, quer do ponto de vista dos critérios de adesão, quer do ponto de vista da simplificação dos critérios de adesão, quer do ponto de vista da simplificação dos processos de adesão porque muitas destas medidas ainda sofrem alguma burocracia".

João Paulo Correia refere também que "o conjunto alargado de respostas que temos de apoio as famílias e às empresas são suficientes para responder às necessidades", mas é preciso "ir adaptando", o que "passará obviamente pelo reforço orçamental de muitas destas medidas".

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