PSD quer "convergência muito concertada" sobre utilização do apoio europeu

Na TSF, David Justino lembra que "vai haver condicionamentos" e que Portugal precisa de ter "uma posição forte" nas negociações. Ajuda europeia afinal não vai chegar "aos doze zeros".

"Não vamos ter o quadro da Troika mas vamos ter um quadro de condicionamentos que terão de ser negociados", avisa o vice-presidente do PSD, no programa Almoços Grátis da TSF.

"Tem de haver aqui uma convergência entre as forças políticas portuguesas para termos uma posição forte nessa negociação", sinaliza David Justino no dia em que se conheceu a proposta da Comissão Europeia que pode atribuir a Portugal 26,3 mil milhões de euros em subvenções e empréstimos no âmbito do Fundo de Recuperação da União Europeia (UE), após a crise da Covid-19,

O dirigente do PSD considera que é necessária uma "uma estratégia muito bem concertada não só para negociar mas para podermos definir claramente em termos internos onde queremos aplicar".

"Este quadro que abre perspetivas mas não dá garantias absolutas", alerta David Justino lembrando que o valor de 750 mil milhões agora conhecido fica aquém dos "doze zeros" referidos pelo ministro das Finanças.

Pelas contas de David Justino, "se tivermos uma quebra do PIB de 7%, dá um problema de necessidade de financiamento a volta dos treze a quinze mil milhões, só para este ano".

"Na minha opinião todo o cuidado é pouco: o ponto de partida é interessante e prometedor, não obstante ficar aquém do que tinha falado, mas exige-se alguma calma", avisa.

Também ouvido nos Almoços Grátis, Carlos César considerou que este valor, sendo superior à proposta franco-alemã "é positivo" mas ainda existe um longo caminho a percorrer até que este apoio se possa materializar.

"Em boa verdade, a procissão pode ainda estar no adro", considera o presidente do PS lembrando que depois da apresentação da proposta, hoje, no Parlamento Europeu, ainda falta " o Conselho Europeu chegar a entendimento" e proposta terá de passar pela aprovação do Parlamento Europeu.

"Se não houver acordo terá de apresentar um novo projeto de orçamento. Até agora não podemos dizer que estamos prestes a ter um acordo, mas podemos dizer que estamos a caminhar no bom sentido", considera Carlos César.

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