PSD quer novo adiamento da extinção do SEF

Extinção do SEF foi adiada para maio e, com prazo a terminar, o PSD considera que existem hoje ainda mais razões para prorrogar o prazo. Social-democratas vão procurar secundar esta vontade ao ouvir no parlamento as entidades envolvidas na reformulação do SEF.

Em dezembro justificava-se, agora ainda mais "com um novo titular no cargo e a pendência de uma crise de refugiados". É com este argumento que o PSD defende um novo adiamento da extinção do SEF e já deu entrada de um requerimento para ouvir os responsáveis pelas entidades envolvidas na reformulação da instituição.

Em declarações à TSF, o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD explica que para o partido é "melhor ponderar devidamente o que se vai fazer" antes de partir para a extinção prevista para o próximo mês de maio.

Depois do adiamento decidido em novembro passado, resultado de um projeto-lei apresentado pelos socialistas que justificavam a decisão com a pandemia de Covid-19, o PSD considera que continuam sem estar reunidas as condições para avançar, mas por motivos diferentes.

"Temos um ministro que entrou em funções há duas semanas, faz todo o sentido adiar a entrada em vigor do diploma de extinção do SEF. Aliás, por isso mesmo é que o PSD, tendo votado contra todas as iniciativas, votou a favor da última, que foi aquela na qual o Governo pediu uma extensão do prazo", explica André Coelho Lima notando que, "se na altura se justificava, isto em dezembro, agora, por maioria de razão se justifica com um novo titular do cargo e porque estamos na pendência de uma crise de refugiados".

Nesse sentido, a bancada social-democrata já deu entrada no parlamento de um requerimento para ouvir com urgência o atual e anterior diretor nacional do SEF, os diretores nacionais da PSP e da PJ, o comandante-geral da GNR e também o presidente do Instituto dos Registos e Notariado.

E porque não o ministro José Luís Carneiro? Porque ao PSD importa ouvir primeiro estas entidades de forma a procurarem respaldo para a sua vontade.

"Os receios vão ser adensados, achamos nós, por aquilo que vamos ouvir dos responsáveis, quer do comandante-geral da GNR, quer do diretor nacional da PSP. Ou seja, os receios são precisamente, não de incapacidade de todas estas forças de receberem essas competências, mas sim da forma como tudo isto está a ser feito, ainda para mais na pendência de uma crise de refugiados", afirma à TSF o deputado do PSD lembrando o facto de o país já ter recebido mais de 30 mil refugiados da guerra na Ucrânia

"Estamos a mexer na força e serviços de segurança que está responsável por esta área. Não me parece assisado, não parece prudente, não parece de bom senso", conclui.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de